Parte 3 – Setembro – Mês da Cruz Gloriosa e das Dores Corredentoras da Santíssima Virgem Maria

DIA 21

Tema: A Morte de Judas Iscariotes.

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Extraído da Obra Mística CIUDAD DE DIOS – Livro VI – Capítulo 13 – número marginal 1248 a 1250 – p. 955 -956 – Morte de Judas Iscariotes – 3ª. Reimpressão – 2009 – Madrid – Propriedade de MM. Concepcionistas de Ágreda – Soria – Espanha.

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1248 – Vendo-o tão rendido, Lúcifer lhe propôs fosse aos sacerdotes e, confessando seu pecado, lhes devolvesse seu dinheiro.

Judas Iscariotes fez com presteza, e disse-lhes em voz alta aquelas palavras: Pequei ao dar o sangue do Justo (Mt 27: 4). Mas eles, não menos endurecidos, responderam que ele deveria ter visto isto primeiro.

O intento do demônio era, se pudesse impedir a morte de Cristo nosso Senhor, pelos razões que deixo ditas (cf. supra n. 1130ss) e direi mais adiante.

Com essa repulsa que os príncipes dos sacerdotes lhe deram, tão cheios de impiíssima crueldade, Judas Iscariotes acabou de desconfiar, persuadindo-se de que não seria possível desculpar a morte de seu Mestre.

O diabo julgou o demônio, ainda que tenha feito mais diligência por meio de Pôncio Pilatos.

Mas, como Judas Iscariotes, ele não podia mais servi-lhe em seus intentos, lhe aumentou a tristeza e despeito, e o persuadiu a não esperar mais sofrimentos, e se tirasse a vida.

Judas Iscariotes admitiu este engano formidável e, deixando a cidade, enforcou-se numa árvore seca, fazendo-se homicida de si mesmo, o que se havia tornado o deicida de seu Criador.

Esta infeliz morte de Judas Iscariotes aconteceu, no mesmo dia da sexta-feira, às doze horas, que é ao meio-dia, antes que morresse Nosso Salvador.

Porque não convinha que sua morte e nossa consumada Redenção, caíssem logo sobre a execrável morte do discípulo traidor, que com suma malícia o havia desprezado.

1249 – Então os demônios receberam a alma de Judas Iscariotes, e a levaram para o inferno. Mas seu corpo continuou pendurado, e arrebentadas suas entranhas, com a admiração e assombro de todos, vendo o castigo tão estupendo, da traição daquele péssimo e pérfido discípulo.

Perseverou o corpo enforcado por três dias em público, e neste tempo, os judeus tentaram retirá-lo da árvore e ocultamente enterrá-lo, porque daquele espetáculo, redundava grande confusão contra os sacerdotes e fariseus, que não podiam contradizer aquele testemunho de sua maldade.

Mas não puderam com indústria nenhuma, derrubar ou retirar o corpo de Judas Iscariotes, de onde se pendurado, até que, passado três dias, por dispensação da justiça divina, os próprios demônios o tiraram da forca, e o levaram com sua alma, para que, no profundo do inferno, pagasse em corpo e alma, eternamente, seu pecado.

E porque é digno de admiração temerosa, o que eu conheci do castigo e penas que foram dados a Judas Iscariotes, direi como me foi mostrado e mandado.

Entre as cavernas escuras dos calabouços infernais, estava desocupada uma muito grande e de maiores tormentos que as outras, porque os demônios não haviam podido lançar naquele lago, a nenhuma alma, ainda que a crueldade desses inimigos o tivesse procurado, desde Caim até aquele dia.

Esta impossibilidade admirava o inferno, ignorante do segredo, até que chegou a alma de Judas Iscariotes, à quem facilmente lançaram e submergiram naquele calabouço, nunca antes ocupado por outro, algum dos condenado.

E a razão era, porque, desde a criação do mundo, ficou marcada aquela caverna, de maiores tormentos e fogo, que o restante do inferno para os cristãos que, recebido o batismo, se condenassem por não haver aproveitado dos sacramentos, doutrina paixão e morte do Redentor, e a intercessão de sua Mãe Santíssima.

E como Judas Iscariotes, foi o primeiro que havia participado destes benefícios, com tanta abundância, para seu remédio e formidavelmente os desprezou, por isto foi também ele, que primeiro estreou aquele lugar de tormentos, aparelhados para ele e os que lhe imitarem e seguirem.

1250 – Este mistério se me foi mandado escrever, com particularidade, para aviso, ensinamento e experiência para todos os cristãos, e em especial dos sacerdotes, prelados e religiosos, que tratam com mais frequência o Sagrado Corpo e Sangue de Jesus Cristo Senhor Nosso, e por ofício e estado, são mais familiares Seus, que por não ser repreendida, quisera encontrar termos e razões, para dar-lhe a ponderação e sentido, que pede nossa insensível dureza, para que, neste exemplo, todos o como tomássemos ensinamento e experiência ,e temêssemos o castigo, que nos aguarda, aos maus cristãos, segundo o estado de cada um.

Os demônios atormentaram Judas Iscariotes com inexplicável crueldade, porque não havia desistido de vender o seu Mestre, com cuja paixão e morte eles ficariam vencidos e despossuídos do mundo.

E a indignação que por isto cobraram de novo contra nosso Salvador, e contra sua Mãe Santíssima, a executam no modo que se lhes permite, contra todos os que imitam ao traidor discípulo, e cooperam com ele, em desprezar a Doutrina Evangélica, os Sacramentos da Lei de Graça e fruto da Redenção.

E é justa razão, que estes malignos espíritos tomem vingança, nos membros do corpo místico da Igreja, porque não se uniram com sua cabeça, Cristo, e porque voluntariamente, se apartaram dela, e se entregaram a eles, que com implacável soberba, a aborrecem e maldizem, e como instrumentos da justiça divina, castigam as ingratidões que têm os redimidos contra seu Redentor.

E os filhos da Santa Igreja, considerem esta verdade atentamente, que, se a tiverem presente, não é possível deixar-se de mover-lhes o coração, e lhes desse juízo para desviar-se de tão lamentável perigo.

Ave Maria Puríssima, sem pecado original concebida. Amém!

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DIA 22

Como dito antes, a Cidade Mística de Deus é uma obra que nasceu da contemplação e da oração, da humildade e do assombro, da contemplação do que Deus obrou na única criatura pura: o Coração Doloroso e Imaculado de Maria.

Peçamos então os dons da humildade e da contemplação, para ouvir estas reflexões; e procuremos olhar tudo isso, não só como informação que a Divina Mãe nos passou através da Venerável Maria de Ágreda, mas sim, pedindo à nossa Mãe, a graça de compreender os Seus ensinamentos e de imita-la.

Que Ela nos conceda a graça de penetrar na Sua Vida, para que, conhecendo o Seu Santíssimo Filho, o amemos, como nosso irmão, na sua humanidade, e como Verdadeiro Deus, na sua Divindade.

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Doutrina que me deu a Rainha dos Céus, Maria Santíssima.

Tema: A fuga e divisão dos apóstolos com a prisão de seu Mestre. A notícia que teve Sua Mãe Santíssima, e o que fez nesta ocasião. A condenação de Judas e a turbação dos demônios com o que iam conhecendo.

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Extraído da Obra Mística Cidade de Deus – Livro VI – Capítulo 14 – números marginais 1240 a 1252 da Cidade Mística de Deus – p. 958 e segs. – 3º. Reimpressão – 2009 – Madrid – Propriedade de MM. Concepcionistas de Ágreda – Soria – Espanha.

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1253. Minha filha, admiradas estás, e não sem causa, pelo que entendeste e escreveste, da infeliz sorte de Judas Iscariotes, e da queda dos Apóstolos, estando todos na escola de Cristo, meu Santíssimo Filho, criados nos seios de sua doutrina, vida, exemplo e milagres, e favorecidos por sua dulcíssima mansidão e trato, de minha intercessão e conselhos, e outros benefícios, que recebiam por meu intermédio.

Mas, de verdade te digo que, se todos os filhos da Igreja tivessem a atenção e admiração, que este raro exemplo lhes pode causar, nele encontrarão saudável aviso e ensinamento, para temer o estado perigoso da vida mortal, por mais favores e benefícios, que recebam as almas da mão do Senhor.

Pois, tudo parecerá menos que vê-lo, ouvi-lo, trata-lo e tê-lo, por modelo vivo de santidade.

E o mesmo te digo de Mim, pois aos Apóstolos dei admoestações, e foram testemunhas de Minha santa e inculpável conversação, e de Minha piedade, receberam grandes benefícios.

Comuniquei-lhes a caridade, que, por estar em Deus, se dimanava de sua Majestade para Mim.

E se, na tentação, à vista de seu próprio Senhor e Mestre, olvidaram tantos favores, e a obrigação de corresponder a eles, quem será tão presunçoso na vida mortal, que não tema o perigo da ruína, por mais benefícios que tenha recebido?

Aqueles, eram Apóstolos escolhidos por seu Divino Mestre, que era Deus verdadeiro.

E com tudo isto, um chegou a cair mais infelizmente, que todos os homens; e os outros, a desfalecer na fé, que é o fundamento de toda a virtude, e foi conforme a justiça e juízos inescrutáveis do Altíssimo.

Pois, por que não temerão, os que nem são Apóstolos, nem obraram tanto como eles, na escola de Cristo, Meu Filho Santíssimo e seu Mestre, e não merecem tanto Minha intercessão?

1254 – Da ruína e perdição de Judas Iscariotes, e de seu justíssimo castigo, deixas escrito o que basta, para que se entenda, à qual estado pode chegar, e levar os vícios e a má vontade, um homem, que se entrega à eles e ao demônio, e despreza os chamamentos e auxílios da graça.

E o que te advirto, sobre o que escreveste, é que, não só os tormentos que padece o traidor discípulo Judas Iscariotes, senão também o de muitos cristãos, que com ele se condenam, e baixam ao mesmo lugar das penas, que para eles foi designado desde o princípio do mundo, excede aos tormentos de muitos demônios.

Porque, Meu Filho Santíssimo não morreu pelos anjos maus, senão pelos homens.

Nem aos demônios lhes tocou o fruto, e efetios da redenção, os quais recebem os filhos da Igreja, com efeito nos Sacramentos.

E desprezar este incomparável benefício, não é culpa do demônio, tanto como dos fiéis, e assim, lhes corresponde nova e diferente pena, por este desprezo.

E o engano que Lúcifer e seus ministros padeceram, não conhecendo Cristo por verdadeiro Deus e Redentor até a morte,

– sempre atormenta e penetra as potências daqueles malignos espíritos,

e desta dor, lhes resulta nova indignação contra os redimidos,

– e maior contra os cristãos, a quem mais se lhes aplica a redenção e sangue do Cordeiro.

E por isto, se desvelam tanto os demônios, em fazer que os fiéis olvidem a obra da redenção e a malogrem, e depois no inferno, se mostram mais irados e raivosos contra os maus cristãos, e sem piedade alguma, lhes dariam maiores tormentos, se a justiça divina não dispusesse com equidade, que as penas fossem ajustadas às culpas, não deixando isto à vontade dos demônios.

Mas avaliando-o com seu poder e sabedoria infinita, que ainda, até aquele lugar, alcança a bondade do Senhor.

Ave Maria Puríssima, sem pecado original concebida. Amém

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DÍA 23

Extraído da Obra MÍSTICA CIDADE DE DEUS – Livro VI – Capítulo 14 – números marginais 1255 – p. 959 e segs. – 3º. Reimpressão – 2009 – Madrid – Propriedade de MM. Concepcionistas de Ágreda – Soria – Espanha.

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Continuação do tema da reflexão anterior: A fuga e divisão dos apóstolos, com a prisão de seu Mestre. As notícias que sua Mãe Santíssima teve, e o que ela fez nesta ocasião. A condenação de Judas e a confusão dos demônios com o que estavam aprendendo.

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Doutrina que a Rainha do Céu Maria Santíssima me deu.

1255 – Na queda dos demais Apóstolos, quero, caríssima, que advirtas o perigo da fragilidade humana, que ainda, nos próprios benefícios e favores que recebe do Senhor, facilmente se acostuma a ser grosseira, tarda e desagradecida, como aconteceu aos onze Apóstolos, quando fugiram de seu Mestre celestial, e lhe deixaram com a incredulidade.

Este perigo se origina nos homens, por serem:

– tão insensíveis e inclinados a todo o sensitivo e terreno,

– e haver ficado estas inclinações, depravadas pelo pecado,

– e acostumar-se a viver e obrar, segundo o terreno, carnal e sensível, mais que segundo o espirito.

E de aqui nasce que,

– ainda aos mesmos benefícios e dons do Senhor,

– os tratam e amam sensivelmente,

– e quando lhes faltam por este modo,

– e logo se divertem à outros objetos sensíveis,

– e se movem por eles,

– e perdem o tino da vida espiritual.

– porque a tratavam e recebiam como sensível, com baixa estimação do espirito.

Por esta inadvertencia ou grosseria,

– caíram os Apóstolos,

– ainda que estivessem tão favorecidos por Meu Filho Santíssimo e por Mim.

– Porque os milagres, a doutrina e exemplos que tinham presentes, eram sensíveis.

– E como eles, ainda que perfeitos ou justos,

– eram terrenos e adeptos a só ao sensitivo que recebiam.

Faltando-lhes isto,  perturbaram-se com a tentação, e caíram nela, e como quem havia penetrado pouco os mistérios e espirito, do que havia visto e ouvido, na escola de seu Mestre.

 Com este exemplo e doutrina, ficarás, filha Minha, ensinada à ser Minha discípula espiritual, e não terrena, e, a não acostumar-te ao sensível.

Ainda que sejam os favores do Senhor e Meus.

E quando os receberes, não detenha-te no material e sensível, mas, levantar tua mente ao alto e espiritual, e que se perceba com a luz e ciência interior, e não com o sentido animal (1 Cor 2, 14) E, se o sensível pode embaraçar a vida espiritual, que será o que pertence à vida terrena, animal e carnal?

Claro está, que, de ti, quero que olvides e apagues de tuas potências, toda imagem e espécies de criaturas, para que estejas idônea e capaz de Minha imitação e doutrina saudável.

Ave Maria Puríssima, sem pecado original concebida. Amém!

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Dia 24

Continuamos com os ensinamentos sobre a Paixão do Senhor Jesus, dados pelas revelações da Divina Mãe, à Venerável Soror Maria de Jesús de Ágreda.

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Extraído da Obra MÍSTICA CIUDAD DE DIOS – Livro VI – Capítulo 15 – números marginais 1256 a 1264 – 3º. Reimpressão – 2009 – Madrid – Propriedade de MM. Concepcionistas de Ágreda – Soria – Espanha.

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Tema para reflexão: Nosso Salvador Jesus, amarrado e preso, é levado à casa do pontífice Anás; o que aconteceu nesta etapa e o que sua Mãe Santíssima sofreu nela

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Doutrina que me deu a grande Rainha e Senhora do Céu.

1265 – Filha Minha, à grandes coisas te chama e te convida a divina luz que recebes dos mistérios de Meu Filho Santíssimo e Meus, no que padecemos pela linhagem humana, e no mau retorno, que nos dão, desagradecido e ingrato à tantos benefícios.

Tu vives na carne mortal, e sujeita a estas ignorâncias e fraquezas, e, com a força da verdade que entendes, se gerem em ti, e despertam muitos movimentos de admiração, de dor, aflição e compaixão pelo esquecimento, pouca aplicação e atenção dos mortais, a tão grandes sacramentos, e pelos bens que perdem na sua frouxidão e tibieza.

Pois, qual será a ponderação que disto farão os Anjos e Santos, e a que eu terei à vista do Senhor, de ver o mundo e o estado dos fiéis, em tão perigoso estado, e formidável descuido, depois que Meu Filho Santíssimo morreu e padeceu, e depois que Me têm por Mãe, por intercessora e sua vida puríssima e minha por exemplo?

De verdade, te digo, caríssima, que só Minha intercessão e os méritos que represento ao Eterno Pai, de Seu Filho e Meu, podem suspender o castigo e aplacar sua justa indignação, para que não destrua o mundo, e flagele rigorosamente os filhos da Igreja, que sabem a vontade do Senhor, e não a cumprem (LC 12, 47).

Mas, eu estou muito desobrigada de encontrar tão poucos, que se contristem comigo, e consolem ao Meu Filho em suas penas, como disse o Santo Rei e Pofeta David (Sal 68, 21).

Esta dureza, será o motivo de maior confusão contra os maus cristãos, no dia do juízo, porque, conhecerão então, com irreparável dor, que não só foram ingratos, senão desumanos e cruéis com Meu Filho Santíssimo, Comigo e consigo mesmos.

1266 – Considera, pois, caríssima, tua obrigação, e levanta-te sobre todo o terreno e sobre ti mesma, porque eu te chamo e te escolho, para que Me imites e acompanhes, no que Me deixam tão só, as criaturas, a quem Meu Filho Santíssimo e eu, temos tão beneficiadas e obrigadas.

Pondera com todas tuas forças, o muito que custou ao Meu Senhor, o reconciliar com Seu Pai, os homens, e merecer-lhes sua amizade.

Chora e te aflige, de que tantos vivam neste olvido, e que tantos trabalhem, com todo seu esforço, por destruir e perder, o que custou sangue e morte, do próprio Deus, e o que Eu, desde Minha concepção, lhes procurei e procuro solicitar e granjear, para seu remédio.

Desperta em teu coração, lastimável pranto, de que, na Igreja Santa, tenham muitos sucessores, os Pontífices hipócritas e sacrílegos, os que, com título fingido de piedade, condenaram a Cristo: estando a soberba e fausto, com outras graves culpas, autorizada e entronizada, e a humildade, a verdade, a justiça e as virtudes tão oprimidas e abatidas, só prevalecem a cobiça e a vaidade. 

A pobreza de Cristo, poucos a conhecem, e menos são os que a abraçam.

A santa fé está impedida, e não se expande, pela desmedida ambição dos poderosos do mundo.

E nos católicos está morta e ociosa. E tudo o que há de ter vida está morto, e se dispõe para a perdição.

Os Conselhos do Evangelho estão esquecidos.

Os preceitos quebrantados; a caridade quase extinta.

Meu Filho e Deus verdadeiro, deu suas faces, com paciência e mansidão, para ser ferido (Lam 3, 30).

Quem perdoa uma injúria para imitar-Lhe?

Ao contrário, o mundo fez leis, e não só os infiéis, mas os próprios filhos da fé e da luz.

1267 – Na notícia destes pecados, quero que imites o que fiz, na paixão e toda Minha vida, que por todos exercitava, os atos das virtudes contrárias:

– pelas blasfêmias, O bendizia, pelos juramentos, O louvava, pelas infidelidades, acreditava Nele, e o mesmo por todas as demais ofensas.

Isto quero que tu faças no mundo que vives e conheces.

Foge também dos perigos das criaturas, com o exemplo de São Pedro, que tu não és mais forte que o Apóstolo e discípulo de Cristo.

E se alguma vez caíres como fraca, chora logo com ele, e procura Minha intercessão.

Recompensa tuas falas e culpas ordinárias, com a paciência, nas adversidades; recebe-as com alegre semblante, sem perturbação e sem diferença, sejam as que forem, assim como as enfermidades como aborrecimento das criaturas, e também as que sente o espirito, pela contradição das paixões, e pela luta dos inimigos invisíveis e espirituais.

Em tudo isto, podes padecer, e o deves tolerar com fé, esperança e magnanimidade de coração e ânimo, e te advirto, que não há exercício mais proveitoso e útil para a alma, que o padecer, porque, dá luz, desilude, aparta o coração humano das coisas terrenas, e o leva ao Senhor, e Sua Majestade sai ao encontro, porque está com o atribulado e o livra e ampara (Sal 90, 12)

Ave Maria Puríssima, sem pecado original concebida. Amém!

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