Doutrina Católica: Jejum Religioso

JEJUM RELIGIOSO

(Do latim ieiunium)

PDF DO JEJUM RELIGIOSO

PDF AYUNO – ESPAÑOL

São João Paulo II explica-nos na sua Exortação Apostólica Reconciliação e Penitência:

“A penitência é tudo aquilo que ajuda a que o Evangelho passe da mente ao coração e do coração à vida”.

Por que falamos de Penitência? Porque, como revisamos anteriormente, o jejum é uma forma de expressão da Penitência Interior, no Sacramento da Cura ou Sanação (efeito de sanar, de curar) de nossa alma e corpo.

Deus criou o homem e criou todos os prazeres; proveu o homem com seus cinco sentidos maravilhosos: audição, visão, olfato, paladar, tato para que em sua imagem e semelhança ele pudesse desfruta-los.

Com a queda de nossos primeiros pais e o pecado, o homem se distancia de Deus e cai no abismo do “mundo” onde o inimigo prevalece.

Esse inimigo explora amplamente nosso dom dos sentidos, sabendo que na desordem do uso dos mesmos estaremos presos em suas redes.

Assim bombardeou nossa sociedade e o viver diário, com todo o tipo de estímulos aos nossos sentidos, para levar-nos à gula e ao uso equivocado dos mesmos, empurrando-nos mais e mais longe de nosso Deus e, assim, arrancar-nos de nosso caminho para a santidade e o direito à visão beatífica.

O jejum, em geral, é a abstinência de alimentos por um determinado período. O período em que é praticado também é chamado de jejum.

Porém, espiritualmente, considera-se o jejum, a restrição de nossos apetites, de nossos sentidos e, desta maneira, de nossa vontade, submetendo-a a renunciar aos prazeres. Mas esta renúncia está associada à oração, porque, desta forma, converte-se em oferenda de sacrifício ao nosso Criador. Em troca, recebemos graças e dons, que nos permitem continuar desprezando o mundo, e nos aproximarmos da santidade procurada.

O jejum deve ser sempre acompanhado de oração e da intenção de sacrifício. Caso contrário perde o seu valor. Por tudo isso, o jejum é estar em batalha espiritual. Porque ao guarda-lo, triunfamos sobre a carne e derrotamos o inimigo. Desta maneira nos abre a Porta da Graça, e nos recompensa com a saúde da alma e do corpo e, portanto, à Santidade.

Não se conhece nenhum exemplo entre os patriarcas, nem existe um mandamento no Pentateuco sobre o jejum, salvo o exemplo de Moisés no Sinai, onde esteve “quarenta dias e quarenta noites sem comer pão nem beber água” (Deuteronômio 9,9)

A primeira menção que lemos sobre o jejum nas Escrituras, aparece no livro de Juízes 20, 26 e no de 1Samuel 7: 6. Nesta ocasião, é o resultado de uma atitude de contrição, arrependimento e confissão. [ESPERAR CONFIRMAÇÃO DE CYNTHIA]

O jejum pode incluir a abstinência de outras coisas em adição aos alimentos. A ideia, às vezes, é “afligir a alma”. Davi, por exemplo, jejuou quando orava pela vida do filho que havia tido de Betsabé (2Sa 1:12).

As práticas de jejum realizadas por Daniel podem ser vistas em que não só “propôs em seu coração não se contaminar com a porção da comida do rei, nem com o vinho que bebia”, para o qual pediu que lhe dessem “legumes para comer.”(Dan 1, 12) ALTEREI

Jesus não ordenou que se jejuasse, mas dava por assentado que seus seguidores o fariam (Mt 4: 2). Também explicou os benefícios do jejum para expulsar demônios. Por essa razão, o jejum sempre foi uma prática da maioria dos crentes, muitos dos quais o levam à cabo ba atualidade, com abstinência total de alimentos, durante um período, ingerindo somente água.

A Igreja tem umas disposições sobre o jejum, que obrigam aos católicos a jejuar uma hora antes da comunhão, na Quarta-feira de Cinzas, e na Sexta-feira Santa, e a se abster de carne todas as sextas-feiras do ano, a menos que coincidam com uma solenidade.

Além disso, se por motivos de saúde não podemos cumprir essas disposições, pode-se substituir por visitar os enfermos ou atribulados; dar esmolas, ler as escrituras ou outras práticas de caridade e piedade.

Cânone 1250 do Código de Direito Canônico: — Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma.

Cânone 1251 do Código de Direito Canônico: — Guarde-se a abstinência de carne ou de outro alimento segundo as determinações da Conferência episcopal, todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cânone 1252 do Código de Direito Canônico:— Estão obrigados à lei da abstinência os que completaram catorze anos de idade; à lei do jejum estão sujeitos todos os maiores de idade até terem começado os sessenta anos. Todavia os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e do jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência.

Cânone 1253 do Código de Direito Canônico: — A Conferência episcopal pode determinar mais pormenorizadamente a observância do jejum e da abstinência, e bem assim substituir outras formas de penitência, sobretudo obras de caridade e exercícios de piedade, no todo ou em parte, pela abstinência ou jejum.

Vale ressaltar que cada Conferência Episcopal tem especificações diferentes quanto ao jejum. As mesmas que se adaptam às condições de cada país. Portanto, é necessário que cada um reveja as indicações da própria Conferência Episcopal e as adote.

Adicionalmente, o Apostolado dos Sagrados Corações Unidos recebeu orientação de realizar jejum em:

primeiros sábados – em que nos unimos ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria.

Quarta-feira – pela Igreja, pelos pecadores, pelas suas intenções.

Sexta-feira –  em reparação, expiação, reparação e consolação aos Corações de Jesus e Maria.

O jejum não é só uma mortificação. Não é quanto mais se sofre, melhor. Não se limita à comida, nem se faz de coisas insignificantes e unicamenbte em dias específicos: o jejum é um presente que oferecemos pelo irmão necessitado, pela sua saúde, sua conversão, para avivar nosso amor aos demais.

Vistas com este enfoque, se entendem perfeitamente as palavras do profeta Isaías e de Jesus, que reprovam um jejum vazio, que visa a autossatisfação de pensar “olha como sou bom: hoje estou jejuando.”

Não. O jejum é a humildade de “dar ao outro o que é para ti”, privando-te voluntariamente de alimento (e de outras coisas como TV, celular, compras, esportes, etc.) enquanto que exerces misericórdia com seu irmão necessitado.

Em definitivo, o jejum é uma penitência que engendra amor e, portanto, te aproxima de Deus, que te ama e quer teu bem.

Estudos científicos sobre o jejum e seu benefício, começam a demonstrar que, além dos extensos benefícios espirituais com o jejum, também há os benefícios corporais. Estes últimos no campo do poder ser estatisticamente demonstrados como: controle do peso, do controle metabólico, do sistema imunológico, da resposta ao câncer e outras enfermidades, aumento da função cerebral, melhora imediata da capacidade de memória, sensação de sentir-se saudável, , controle da ansiedade e da depressão , etc., para citar alguns.

Um artigo de revisão, publicado na Revista “The New England Journal of Medicine” pelo neurocientista da Universidade Johns Hopkins, Mark Mattson, conclui que o jejum tem evidências científicas que aprova seu uso.

Isto dá uma diretriz para entender que, sem dúvida, o jejum traz grandes benefícios a nível espiritual, como o corroboramos nos múltiplos episódios bíblicos em que individualmente ou todo o povo de Israel, se entregou ao jejum como recurso emergencial para obter perdão e graça de Deus.

Os apóstolos do Últimos dos Tempos, com o jejum imitamos Cristo, reparamos por nossos pecados e os dos outros; obtemos a conversão dos pecadores, nos solidarizamos com os mais necessitados, o espírito vence a carne, libertamo-nos das dependências e adições, vencemos o demônio; melhoramos em nossa oração, e nos aproximamos da santidade.

Santo Inácio de Loyola nos convida a rezar e a acrescentar a penitência do jejum, especialmente se necessitamos de uma graça do alto. Santo Inácio, na sexta Regra de discernimento, sugere quatro práticas para superar o estado de desolação: oração, meditação, exame de consciência e, além disso, alguma forma de penitência (Regra 6 para o discernimento dos espíritos, Santo Inácio de Loyola).

Finalmente, a prática do jejum não está isenta de perigos. Pode-se cair no mero formalismo, isto é, fazê-lo apenas ritualmente, sem o acompanhamento de um espírito humilhado e buscador de justiça (Mt 6,16).

Deve ser feito progressivamente, para fortalecendo a alma e preparar o corpo, para períodos mais prolongados sem alimentos e aqueles com problemas de saúde devem sempre consultar um profissional de saúde.

*************

O JEJUM PELO PAPA FRANCISCO

PDF DO JEJUM PELO PAPA FRANCISCO

PDF  AYUNO POR EL PAPA FRANCISCO – ESPAÑOL

MEDITAÇÕES MATUTINAS NA SANTA MISSA CELEBRADA
NA CAPELA DA CASA SANTA MARTA

O verdadeiro jejum

Sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Publicado no L’Osservatore Romano, ed. em português, n. 08 de 22 de fevereiro de 2018

Quaresma: tempo privilegiado de penitência e de jejum. Mas que penitência e que jejum quer o Senhor do homem? Com efeito, o risco é «maquilhar» uma prática virtuosa, ser «incoerente». E não se trata apenas de “escolhas alimentares”, mas de estilos de vida em relação aos quais se deve ter a «humildade» e a «coerência» de reconhecer e corrigir os próprios pecados. Foi a reflexão que, no início do caminho quaresmal, o Pontífice propôs aos fiéis durante a missa.

Palavra-chave da meditação, sugerida pela liturgia do dia, foi “jejum”: «jejum diante de Deus, jejum que é adoração, jejum «a sério», porque «jejuar é uma das tarefas a fazer na Quaresma». Mas não no sentido de quem diz: «Como apenas os alimentos da Quaresma». Com efeito, comentou Francisco, «aqueles alimentos constituem um banquete! Não significa mudar a alimentação ou preparar o peixe de um modo ou de outro, mais saboroso». Caso contrário, só se «continua o carnaval».

A Palavra de Deus, frisou, admoesta que o «nosso jejum seja verdadeiro. Verdadeiro a sério». E, acrescentou, «se não podes fazer o jejum total, aquele que faz sentir a fome até aos ossos», pelo menos «faz o jejum humilde, mas verdadeiro».

Na primeira leitura (Isaías 58, 1-9), a este propósito, «o profeta ressalta muitas incoerências na prática da virtude». E precisamente «esta é uma das incoerências». O elenco de Isaías é pormenorizado: «Dizeis que me procurais, que falais de mim. Mas não é verdade», e «no dia do vosso jejum cuidais dos vossos negócios» (ou seja: «jejuar é um pouco despojar-se», preocupamo-nos por «ganhar dinheiro»). E ainda: «Recrutais todos os vossos operários», isto é, explicou o Papa, enquanto se diz: «Agradeço-te Senhor porque eu posso jejuar», desprezam-se os operários que além de tudo «devem jejuar porque não têm o que comer». A acusação do profeta é direta: «Eis que para contendas e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo».

É uma ambiguidade inadmissível, explicou o Pontífice: «Se quiseres fazer penitência, fá-la em paz. Mas, por um lado, não podes falar com Deus e, por outro, falar com o diabo, convidar ambos ao jejum; esta é incoerência». E, seguindo sempre as indicações da Escritura («Não jejueis mais como fazeis hoje, de maneira o vosso barulho seja ouvido»), admoestou contra o exibicionismo incoerente. Trata-se da atitude de quem, por exemplo, recorda sempre «nós somos católicos, praticamos; eu pertenço àquela associação, nós jejuamos sempre, fazemos penitência». A eles pediu idealmente: «Mas, jejuais com coerência ou fazeis a penitência incoerentemente como diz o Senhor, com barulho, para que todos o vejam e digam: “Mas que pessoa justa, que homem justo, que mulher justa”?». Com efeito, isso «seria uma maquilhagem; seria maquilhar a virtude. Camuflar o mandamento». E é, acrescentou, uma «tentação que algumas vezes todos temos, «de nos pintar em vez de levar a sério a virtude, aquilo que o Senhor nos pede».

Ao contrário, o Senhor «aconselho aos penitentes, àqueles que jejuam que se pintem, mas a sério: “Jejuai, mas mascarai-vos para que não vejam que estais a cumprir a penitência. Sorri, sê alegre». Diante de tantos que «têm fome e não podem sorrir», sugere ao crente: «Procura a fome para ajudar os outros, mas sempre com o sorriso, porque tu és um filho de Deus e o Senhor ama-te muito e revelou-te estas coisas. Mas sem incoerências».

A este ponto, a reflexão do Pontífice tornou-se ainda mais profunda para responder à pergunta “que jejum quer o Senhor?”. A resposta vem ainda da Escritura onde se lê antes de tudo: «Inclina a tua cabeça como um junco». Ou seja, humilhar-se. E a quem perguntar: «Como posso humilhar-me?», o Papa respondeu: «Pensa nos teus pecados. Todos têm tantos», e «envergonha-te», porque mesmo se o mundo não os conhece, Deus conhece-os bem.

Por conseguinte, «este é o jejum que o Senhor quer: a verdade, a coerência».

Há depois que acrescentar: «Quebrar as correntes iníquas», «Tirar o vínculo do jugo». O exame de consciência, neste caso tem como objetivo a relação com os outros.

Para melhor se fazer compreender, o Papa deu um exemplo muito prático: «Eu penso em tantas empregadas domésticas que ganham o pão com o seu trabalho» e que com frequência são «humilhadas, desprezadas». E acrescentou uma recordação pessoal: «Nunca poderei esquecer uma vez que fui a casa de um amigo, quando era criança. Vi a mãe dar uma bofetada na empregada, tinha 81 anos… Nunca me esqueci disso». As perguntas do Pontífice a quem tem empregados domésticos foram muito diretas: «Como os tratas? Como pessoas ou como escravos? A paga é justa, dás-lhe férias, é uma pessoa ou é um animal que te ajuda em casa?». Um pedido de coerência que é válido também para os religiosos («nas nossas casas, nas nossas instituições»): «Como me comporto com a empregada que tenho em casa, com as empregadas que estão em minha casa?». E acrescentou outra experiência pessoal, recordando-se de um senhor «muito culto» mas que «explorava as empregadas», o qual, posto diante da consideração de que se tratava de «um pecado grave» contra pessoas que são «imagem de Deus», objetava: «Não, Padre, devemos distinguir: estas são pessoas inferiores».

Por isso é necessário: «Eliminar o vínculo do jugo, desatar as correntes iníquas, mandar em liberdade os cativos, pôr fim a qualquer jugo». E, comentando o profeta que admoesta: «dividir o pão com o faminto, receber em casa os miseráveis, os desabrigados», o Papa contextualizou: «Hoje discute-se se damos ou não um teto aos que o vêm pedir…».

E as indicações prosseguem: «Vestir alguém que vês nu», mas «sem descuidar os teus parentes».

É o jejum verdadeiro, aquele que engloba a vida de todos os dias. «Devemos fazer penitência, devemos sentir um pouco de fome, devemos rezar mais», disse Francisco, mas se «fizermos muita penitência» e não vivermos assim o jejum, «o rebento que nascer dali» será «a soberba», aquela de quem exibe o próprio jejum. E isto, acrescentou, «é a maquilhagem má», e não a que Jesus sugere «para não mostrar aos outros que jejuo» (cf. Mateus, 6, 16-18).

A pergunta a fazer, concluiu o Pontífice, é: «como me comporto com os outros? O meu jejum ajuda os outros?». Porque se assim não for, aquele jejum «é fingido, é incoerente e leva-te pelo caminho de uma vida dupla». Por isso, é preciso «pedir humildemente a graça da coerência».

© Copyright – Libreria Editrice Vaticana

***********************

 Tipos de Jejuns pelo Papa Francisco

PDF Tipos de Jejuns pelo Papa Francisco 

PDF Tipos de Ayunos por el Papa Francisco  – Español

1 – Jejua de palavras ofensivas e transmite palavras bondosas

Se sentes que Jesus te chama para fazer este tipo de jejum, poderias começar por promover com alegria todo o bom das pessoas que se encontram ao seu redor. Ressalta o útil, divertido e agradável de teu próximo e fá-lo com doçura e amor.

Recorda que uma pessoa bondosa se inclina por evitar o sofrimento dos demais. A bondade é confirmada na palavra de Deus. O podemos ver na Carta aos Efésios, 4, 32:

“Mais, sejam bondosos e compassivos uns com os outros, e perdoem-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.”

2 – Jejua de descontentamentos e enche-te de gratidão

Este jejum consiste em focar-se nas coisas positivas em cada situação que você enfrenta, cada trabalho que você faz, cada evento de que participa. É ser capaz de agradecer rapidamente às pessoas que o favoreceram de alguma forma. Isso é importante, porque nos ajuda a focar nos outros e ser mais gratos, além de promover boas relações humanas.

3 – Jejue da raiva e enche-te de mansidão e paciência

A mansidão nos ajuda a desenvolver humildade e domínio próprio; afirma nossas ideias pessoais ou espirituais, e nos ajuda a agir com mais sabedoria. Este jejum permitirá que Deus se manifeste em você e cumpra a palavra.

“Que cada um seja pronto para ouvir; tardo para falar, tardo para a ira”; (Santiago – 1:19)

4 – Jejua do pessimismo e enche-te de esperança e otimismo

Este jejum tem como objetivo desenvolver e manter um estado de espírito positivo. É buscar a grandeza de confiar em Deus e ter a certeza de que Ele o ajudará e o tirará de qualquer situação difícil em que se encontrar. Encher-se de esperança, é encher-se de confiança em Deus, que quer o melhor para todos.

Uma palavra que pode nos ajudar a alcançá-lo:

“Guiai-me na Vossa verdade e ensinai-me, porque Vós sois o Deus da minha salvação e espero em Vós Senhor.” (Salmo 25: 5)

5 – Jejua das preocupações e enche-te de confiança em Deus

Tem presente que as preocupações são positivas só quando duram o tempo necessário para encontrar uma solução. Deixa de sê-lo, no momento que se transformam em ruminações em sua mente.

Este jejum procura encontrar o meio-termo para suas muitas preocupações. Que você possa reconhecer suas limitações enquanto possas confiar mais em Deus.

Medita esta palavra: 

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te apoies em teu próprio entendimento.

[…] Isto vai ser um remédio para o teu corpo e um alívio para os teus ossos. ” Provérbios 3: 5-8

6 – Jejua de queixar-te, e enche-te das coisas simples da vida

Se Deus te chama para realizar este jejum, lembra que a chave de tudo não está em levar uma vida simples, mas em ser simples de pensamento; encontrar o positivo em cada acontecimento, e saber diversificar tudo aquilo que pode nos dar felicidade.

Concentre-se no positivo. Submerge no belo da vida. Na beleza de uma flor. No sorriso de uma criança. Na sabedoria do ancião, no frescor do amanhecer. Observar essas coisas te ajudará a desfrutar as coisas simples da vida.

  1. Jejua das pressões e sê piedoso.

Como seres humanos, temos a tendência de nos deixarmos governar por pressões e preocupações, quando temos a ferramenta que pode ocupar-se de todos os nossos problemas. Esta ferramenta é a oração.

Devemos seguir as palavras do Padre Pio: “Ora. Espera e não te preocupes. A preocupação é inútil. Deus é misericordioso e ouvirá nossas orações.” “Nossa Mãe celestial nos lembra constantemente:” Rezai, Rezai, Rezai.”

  1. Jejua de tristezas e amarguras, e enche teu coração de alegria

Se sentes que deves trabalhar com isso, comece dizendo NÃO à tristeza, e deixa-te amar por Deus. Escuta música cristã. Abre o YouTube e escreva “música cristã”, isso te ajudará. Investe tempo para ti. Coloca a roupa nova que ainda não usou; o perfume que mais gostas, a música que te relaxa. Respira com alegria cada manhã. Ama com intensidade. Dedica tempo à família. Passa tempo com a natureza. Observa a grandeza de Deus nela. Olha para o céu e contempla sua beleza. Brinca com as crianças até que elas riam, e desfruta desse sorriso maravilhoso e contagiante.

Dize a palavra: 

«Em minha angústia invoquei o Senhor. Clamei ao meu Deus e Ele me ouviu de seu templo. Meu clamar chegou aos seus ouvidos! (Salmo 18: 6)

  1. Jejua do egoísmo e enche-te de compaixão pelos outros

Este jejum consiste em praticar a misericórdia, ajudando a viúva, o órfão, o pobre, o estrangeiro. (Zacarias 7: 9-10)

Diz a palavra:

“Como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos de terna compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência; […] Perdoando-se, […] como Cristo vos perdoou ”. (Colossenses 3: 12-13)

  1. Jejua de falta de perdão e enche-te de atitudes de reconciliação

Se Deus te chamou para este jejum, é porque Ele quer te fazer feliz. Lembra-te que está em nossa natureza a necessidade de reconciliação, e, portanto, a importância de viver em harmonia.

Recorda que deves primeiro fazer as pazes contigo mesmo. Todos nos equivocamos. Perdoa-te, e não te critiques mais.

Pede ao Senhor que possas aceitar tua história, incluindo as experiências felizes, bem como os momentos dolorosos.

Reconcilia-te com o irmão, ore ao Senhor para que possas perdoar e aceitar aos que te falharam. Lembra-te de que a personalidade de cada pessoa é produto de sua história.

Dizem as escrituras:

“Com Cristo fui crucificado, e já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim.” (Gálatas 2: 20-21)

  1. Jejua de palavras e enche-te de silêncio e escutar os outros

O Rei Salomão escreveu: “Para tudo há um tempo determinado, […] Tempo para calar, e um tempo para falar;” (Eclesiastes 3: 1-7).

Se o Senhor já colocou este jejum em teu coração, é porque quer falar-te, deseja que O escutes.

A meditação é boa para o corpo, a alma; acalma a ansiedade, alivia o estresse e a depressão. Está provado por cientistas. Não duvides!

Para finalizar, recordemos o que nos disse o Papa: o verdadeiro jejum é, pois, partilhar com o faminto, ajudar o pobre ou o que tem menos que tu. É estender uma mão à viúva; é fazer companhia ao ancião; é dar do teu tempo para servir ao outro.

*****************

Share This:

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.