03.01.2018 – Festividade Litúrgica: Santíssimo Nome de Jesus

= PORTUGUÊS = 

03.01.2017

Festividade Litúrgica do Santíssimo Nome de Jesus

“Ao Nome de JESUS todo joelho se dobre no céu,
na terra e debaixo da terra; e toda língua proclame,
para glória de DEUS PAI, que JESUS CRISTO é Senhor!” –  (Fl 2,10s)

 

Jesus:

Latim: Iesus

Fonte: http://www.vatican.va/archive/bible/nova_vulgata/documents/nova-vulgata_nt_evang-lucam_lt.html

Em hebraico: ישוע/ יֵשׁוּעַ (Yeshua)

Em grego: Ἰησοῦς (Iesous)

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus )

Breve Histórico – 1:

A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, invocada pelos cristãos desde os princípios da Igreja, no século XIV começou a ser venerado nas celebrações litúrgicas. São Bernardino de Sena e juntamente com seus irmãos franciscanos, propagaram com empenho o seu culto em toda parte, pela Itália e por toda a Europa; no século XVI, sua festa foi introduzida na Liturgia. Assim, no ano de 1530, pela primeira vez o Papa Clemente VII concedeu à Ordem dos Frades Menores celebrar o Nome de Jesus com o Ofício eclesiástico.São Bernardino de Sena, como todos os grandes pregadores, não estavam a ensinar algo novo, mas lembrar aos seus ouvintes o que eles já deveriam ter plena consciência. Ao pregar, ele costumava segurar uma pequena prancheta de madeira, na qual o monograma IHS que ele privilegiava, era circundado por doze raios de luz, e ele encorajava “cada joelho a se dobrar” perante o monograma. A devoção ao Nome Santo espalhou-se pela Europa com rapidez surpreendente. Em 1432, o Papa Eugenio IV emitiu uma Bula promovendo a devoção ao símbolo IHS escrito.

A devoção popular levou à composição de um Ofício do Nome Santo, e ao estabelecimento de um dia comemorativo.

Em Camaiore di Luca, na Itália, começou-se a celebrar a festa, depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530) e sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721), estendida a toda a Igreja.

O dia da festa variou através dos séculos, mas muitos o lembram como o domingo depois do Natal, até 1969, quando foi suprimido. O Santo Padre João Paulo II, na mais recente edição do Missal Romano, restabeleceu a Festa do Santíssimo Nome de Jesus no dia 3 de Janeiro.

Para os Franciscanos esta devoção continua muito forte. Em muitos conventos, pelo mundo fora, se vê nas portas das ‘celas’ – quartos – cópias destas placas difundidas por S. Bernardinho de Sena e depois ‘aproveitadas’ pela Companhia de Jesus na sua missão evangelizadora.

Oração do próprio São Bernardino de Sena:

‘Ó Nome glorioso, gracioso, amoroso e animoso! Por ti se perdoam todos os pecados, se vence o inimigo, se curam os enfermos e nas adversidades se encorajam e consolam os que sofrem. Tu és a glória dos que crêm, o mestre dos que pregam, a força dos que trabalham, o remédio dos que estão em necessidade.

Ao calor e fervor do teu fogo, os bons desejos encandescem; as orações que se fazem têm bom despacho; as almas contemplativas se arroubam; e sumamente se alegram os que já triunfam no paraíso. Com os quais, por este vosso santíssimo Nome, fazei que reinemos, ó dulcíssimo Jesus’.

Fonte: http://www.franciscanossantacruz.org.br/noticia/3-de-janeiro:-dia-do%3Cbr%3E-santissimo-nome-de-jesus

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Breve Histórico – 2:

A Festa do Santíssimo Nome de Jesus é celebrada em diferentes datas por várias congregações Cristãs. A celebração teve lugar no Calendário Romano Geral desde o fim do século XV, pelo menos a níveis locais.

A veneração do Santíssimo Nome foi alargada para toda a Igreja Católica Romana em 20 de Dezembro de 1721, durante o pontificado do Papa Inocêncio XIII.

A celebração teve lugar em diferentes datas, normalmente em Janeiro, uma vez que o primeiro dia de Janeiro, oito dias após o Natal, marca a circuncisão de Jesus, tal como referido no Evangelho do próprio dia, «ao fim do oitavo dia, quando Ele foi circuncidado, foi chamado Jesus, o nome dado pelo anjo antes de ser concebido no ventre.» (Lucas 2:21) O catolicismo medieval, e muitas outras igrejas Cristãs até à actualidade, celebram portanto ambos os eventos como a Festa da Circuncisão de Cristo normalmente no dia 1 de janeiro.

São Bernardino de Siena colocou grande ênfase no Santíssimo Nome, o qual associou ao cristograma IHS, e pode ter sido o responsável pela união de ambos os elementos.

A celebração ocorre no dia 3 de Janeiro para os católicos que seguem o actual Calendário Romano Geral, e no Domingo entre a Oitava do Natal e a Epifania do Senhor, ou 2 de Janeiro, pelos católicos que ainda seguem os calendários do período de 1914 a 1969.

No Livro de Oração Comum da Comunhão Anglicana a partir de 1979, a Festa da Circuncisão celebrada em 1 de Janeiro é agora referida como a “Festa do Sagrado Nome do Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Muitas Igrejas Orientaiscelebram o evento em 1 de Janeiro,  sendo também nesta data que é celebrado na Igreja Luterana.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_do_Sant%C3%ADssimo_Nome_de_Jesus#cite_note-2

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Do Breviario – Liturgia das Horas – Segunda-feira 3 de janeiro de 2018

http://www.ibreviary.com/m2/breviario.php?s=ufficio_delle_letture

RESPONSÓRIO Cf. Gal 3, 27-28

R. Todos nós que recebemos o baptismo de Cristo fomos revestidos de Cristo: * Todos nós somos um só em Cristo Jesus, nosso Senhor.
V. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher. * Todos nós somos um só em Cristo Jesus, nosso Senhor.

SEGUNDA LEITURA

Dos Tratados de Santo Agostinho, Bispo,
sobre o Evangelho de São João
(Tract. 17, 7-9: CCL 36, 174-175) (Sec. V)

O duplo preceito da caridade

   Veio o Senhor, mestre da caridade, cheio de caridade, para cumprir a palavra sobre a terra, como d’Ele foi anunciado, e sintetizou a Lei e os Profetas nos dois preceitos da caridade.
   Recordai comigo, irmãos, quais são aqueles dois preceitos. Deveis conhecê-los profundamente, de tal modo que não vos venham à mente só quando vo-los recordamos, mas os conserveis sempre bem gravados no vosso coração.Lembrai-vos em todo o momento de que devemos amar a Deus e ao próximo: a Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente; e ao próximo como a nós mesmos.
   Isto continuamente se há-de pensar, meditar, recordar, praticar, cumprir. O amor de Deus é o primeiro mandamento na hierarquia da obrigação, mas o amor do próximo é o primeiro na ordem da acção. Aquele que te deu o mandamento do amor nestes dois preceitos, não podia preceituar o amor do próximo de preferência ao amor de Deus; mas primeiramente preceituou o amor de Deus e depois o do próximo.
   Entretanto, tu que ainda não vês a Deus, merecerás contemplá-l’O, se amas o próximo; com o amor do próximo purificas o teu olhar, para que os teus olhos possam contemplar a Deus, como afirma claramente São João: Se não amas a teu irmão que vês, como poderás amar a Deus que não vês?
   Eis que te é dito: Ama a Deus. Se me dizes tu: «Mostra-me quem eu devo amar», que te hei-de responder senão o que diz o mesmo São João: a Deus ninguém jamais O viu? E para que te não julgues totalmente alheio à visão de Deus, diz também: Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus. Portanto, ama o próximo e encontrarás dentro de ti a origem deste amor; aí verás a Deus, quanto agora te é possível.
   Começa, portanto, a amar o próximo. Reparte o teu pão com o faminto e dá pousada ao pobre sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu seme­lhante.
   Que conseguirás, praticando tudo isto? Então a tua luz brilhará como a aurora. A tua luz é o teu Deus; Ele é a aurora que despontará sobre ti depois da noite deste mundo. Esta luz não nasce nem tem ocaso, porque permanece para sempre.
   Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. E para onde caminhas senão para o Senhor Deus, para Aquele que devemos amar com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com toda a nossa mente? É certo que ainda não chegámos até junto do Senhor; mas já temos connosco o próximo. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado, enquanto caminhas neste mundo, e chegarás até junto d’Aquele com quem desejas permanecer eternamente.

RESPONSÓRIO 1 Jo 4, 10-11. 16

R. Deus amou de tal maneira o mundo que entregou o seu Filho unigénito, * Para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
V. Nisto consiste o seu amor: não fomos nós que amámos a Deus, foi Ele que nos amou. * Para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.

Oração

   Senhor, que, na vossa sabedoria infinita, quisestes que o vosso Filho nascesse da bem-aventurada Virgem Maria, para que a sua humanidade não ficasse sujeita à herança do pecado, concedei-nos que, participando da nova criação, sejamos libertos dos males antigos. Por Nosso Senhor.

V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus. 

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= ESPAÑOL = 

FESTIVIDAD LITURGICA DEL SANTÍSIMO NOMBRE DE JESÚS

 

9 Por eso Dios le sobreensalzó y le dio el nombre que es sobre todo nombre,

10 para que toda rodilla en el cielo, en la tierra y debajo de la tierra se doble en el nombre de Jesús,

11 y toda lengua confiese que Jesucristo es Señor, para gloria de Dios Padre = (Filipenses, 2,10)

DEL BREVIARIO – LITURGIA DE LAS HORAS

http://www.ibreviary.com/m2/breviario.php?s=ufficio_delle_letture

SEGUNDA LECTURA

De los tratados de san Agustín, obispo, sobre el evangelio de San Juan

(Tratado 17, 7-9: CCL 36,174-175)


EL DOBLE PRECEPTO DE LA CARIDAD

Vino el Señor mismo, como doctor en caridad, rebosante de ella compendiando, como de él se predijo, la palabra sobre la tierra, y puso de manifiesto que tanto la ley como los profetas radican en los dos preceptos de la caridad. Recordad conmigo, hermanos, aquellos dos preceptos. Pues, en efecto; tienen que seros en extremo familiares no sólo veniros a la memoria cuando ahora os los recordamos, sino que deben permanecer siempre grabados en vuestros corazones. Nunca olvidéis que hay que amar a Dios y al prójimo: a Dios con todo el corazón, con toda el alma, con todo el ser; y al prójimo como a sí mismo.
He aquí lo que hay que penar y meditar, lo que hay que mantener vivo en el pensamiento y en la acción, lo que llevar hasta el fin. El amor de Dios es el primero en la jerarquía del precepto, pero el amor al prójimo es el primero en el rango de la acción. Pues el que te impuso este amor en dos preceptos no había de proponerte primero al prójimo y luego a Dios, sino al revés; a Dios primero y al prójimo después.
Pero tú, que todavía no ves a Dios, amando al prójimo haces méritos para verlo; con el amor al prójimo aclaras tu pupila para mirar a Dios, como sin lugar a dudas dice Juan: Quien no ama a su hermano, a quien ve, no puede amar a Dios, a quien no ve. Que no es más que una manera de decirte: Ama a Dios. Y si me dices: «Señálame a quién he de amar», ¿qué otra cosa he de responderte sino lo que dice el mismo Juan: A Dios nadie lo ha visto jamás? Y para que no se te ocurra creerte totalmente ajeno a la visión de Dios: Dios —dice— es amor, y quien permanece en el amor permanece en Dios. Ama por tanto al prójimo, y trata de averiguar dentro de ti el origen de ese amor; en él verás, tal y como ahora te es posible, al mismo Dios. Comienza, pues, por amar al prójimo. Parte tu pan con el hambriento, y hospeda a los pobres sin techo; viste al que ves desnudo, y no te cierres a tu propia carne. ¿Qué será lo que consigas si haces esto? Entonces romperá tu luz como la aurora. Tu luz, que es tu Dios, tu aurora, que vendrá hacia ti tras la noche de este mundo pues Dios ni surge ni se pone, sino que siempre permanece.
Al amar a tu prójimo y cuidarte de él, vas haciendo tu camino. ¿Y hacia dónde caminas sino hacia el Señor Dios el mismo a quien tenemos que amar con todo el corazón con toda el alma, con todo el ser? Es verdad que no hemos llegado todavía hasta nuestro Señor, pero sí que tenemos con nosotros al prójimo. Ayuda, por tanto, a aquel con quien caminas, para que llegues hasta aquel con quien deseas quedarte para siempre.

RESPONSORIO 1 Jn 4, 10-11. 16

V. Dios nos amó y nos envió a su Hijo como propiciación por nuestros pecados.
R. Si Dios nos amó de esta manera, también nosotros debemos amarnos unos a otros.
V. Nosotros hemos conocido el amor que Dios nos tiene y hemos creído en él.
R. Si Dios nos amó de esta manera, también nosotros debemos amarnos unos a otros.

ORACIÓN

Dios todopoderoso, tú has dispuesto que por el nacimiento virginal de tu Hijo, su humanidad no quedara sometida a la herencia del pecado: por este admirable misterio, humildemente te rogamos que cuantos hemos renacido, en Cristo, a una vida nueva, no volvamos otra vez a la vida caduca de la que nos sacaste. Por nuestro Señor Jesucristo.

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