Dias Litúrgicos

16 de outubro: Memória Litúrgica de Santa Margarida Maria Alacoque

Santa Margarida-c-Jesus

Memória Litúrgica de Santa Margarida Maria Alacoque

Padroeira do Apostolado dos Sagrados Corações Unidos de Jesus e de Maria

Celebração Litúrgica: 16 de outubro

– Nascimento: 22 de julho de 1647

– Local do nascimento: Lhautecour – Aldeia de Verosvres – França

– Pais: Claudio Alacoque e Filiberta Lamyn

– Papa em seu nascimento: Inocencio X

– Ingressou no Convento da Visitação de Paray-le-Monial em 20 de junho de 1671, fundada por San Francisco de Sales, iniciando o postulantado.

– Tomou o santo hábito em 25 de agosto de 1671.

– Voto de profissão em 6 de novembro de 1672

– Em 27 de dezembro de 1673 apareceu-lhe por primeira vez o Sagrado Coração de Jesus

– Falecimento: Na tarde de 17 de outubro de 1690, tendo Margarida indicado previamente esta data como o dia da sua morte, confiou a sua alma ao seu Senhor, a quem ela havia amado de todo o coração. Morre entre 19h e 20h. Ele tinha 43 anos e 18 anos de profissão religiosa

– Beatificação: 1864

– Canonização: 13 de maio de 1920 pelo Papa Bento XV

– Governante: Luís XIV – Rei da França.

– Em 1765, o Papa Clemente XIII introduziu a festa em Roma.

– Em 1856 o Papa Pio IX estendeu a festa do Sagrado Coração a toda a Igreja.

Na capela de Corcheval, aos cinco anos de idade, “sem saber o que dizia, sentia-me continuamente impelida a dizer estas palavras: ‘Meu Deus, eu Vos consagro a minha pureza e Vos faço voto de perpétua castidade’”.

(Fonte: Autobiografia, p. 2)


Afirma seu primeiro biógrafo: “Desde a infância lhe ensinou o Espírito Santo o ponto capital da vida interior, comunicando-lhe o dom de oração. Seu maior prazer era passar horas inteiras em oração; quando não a encontravam em casa, iam à igreja, onde deparavam com ela imóvel diante do Santíssimo Sacramento”.

(Fonte: Abbé Croiset, Abrégé de la vie de la soeur Marguerite-Marie Alacoque, religieuse de la Visitation Sainte-Marie, de l’aquelle Dieu s’est servie pour l’établissement de la dévotion au Sacré Coeur de Jésus Christ, décédée en odeur de sainteté le 17 octobre 1690, Lion, Tip. Antoine e Horace Molin, 1691, apud Bougaud, Mons. – História da Beata Margarida Maria ou origem da devoção ao Coração de Jesus, tradução de José Joaquim Nunes, Porto, Imprensa Moderna – 2a edição – 1901 – p. 36.)

Sinal de predestinação é a devoção a Nossa Senhora. E Margarida sempre a teve desde os albores da razão: “A Santíssima Virgem teve sempre grandíssimo cuidado de mim, e a Ela é que eu recorria em todas as minhas aflições. Foi Ela que me apartou de perigos muito grandes”. Antes mesmo de São Luís Maria Grignion de Montfort ter popularizado a devoção da Sagrada Escravidão a Nossa Senhora, Margarida consagrou-se a Ela como escrava.

(Fonte: Autobiografia, p. 22)

Nosso Senhor queria dela também nisto, uma virtude heroica: “não me permitia queixar-me, nem murmurar, nem ter ressentimento com essas pessoas, nem ainda tolerar que me tivessem lástima e compaixão, dizendo-me que Ele havia obrado assim, e queria que quando não pudesse impedir que me falassem disto, lhes desse toda a razão e jogasse sobre mim a culpa, acrescentando, como era verdade, que meus pecados mereciam outros muitos castigos.”

(Fonte: Autobiografia, p. 9)

Algum tempo antes dos exercícios espirituais, Nosso Senhor apareceu a Margarida Maria e lhe disse: “Eu procuro uma vítima para meu Coração, a qual queira se sacrificar como uma hóstia de imolação para o cumprimento de meus desígnios”. Ela se prosternou e lhe apresentou “diversas almas santas que correspondiam fielmente a seus desígnios”. Nosso Senhor lhe respondeu: “Não, eu não quero outra senão tu”.

Estando diante do Santíssimo Sacramento no dia 27 de dezembro de 1673, Nosso Senhor lhe disse: “Meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo, que, não podendo já conter em si as chamas de sua ardente caridade, precisa derramá-las por teu meio, e manifestar-se-lhes para os enriquecer de seus preciosos tesouros, que eu te mostro, os quais contêm a graça santificante e as graças salutares indispensáveis para os apartar do abismo da perdição; e escolhi a ti, como abismo de indignidade e ignorância, para a realização deste grande desígnio, para que tudo seja feito por mim”.

(Fonte: Autobiografia, p. 53)

 


A mais conhecida de todas as revelações, e em certo sentido a mais importante delas, ocorreu segundo os estudiosos entre 13 e 21 de junho de 1675, dentro da Oitava da Festa do Corpo de Deus. Nosso Senhor, descobrindo-lhe o seu divino Coração, disse-lhe:

“Eis o Coração que tanto amou os homens; que a nada se poupou até se esgotar e consumir, para lhes testemunhar o seu amor. E em reconhecimento não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelos desprezos, irreverências, sacrilégios e friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor. Mas o que é ainda mais doloroso é que os que assim me tratam são corações que me são consagrados. Por isso te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar o meu Coração, reparando a sua honra por meio dum ato público de desagravo e comungando nesse dia para reparar as injúrias que recebeu durante o tempo que esteve exposto nos altares. E Eu te prometo que o meu Coração dilatar-se-á para derramar com abundância o influxo do seu divino amor sobre aqueles que Lhe renderem esta homenagem”.

(Fonte: Cláudio la Colombière – Notas Íntimas e Outros Escritos Espirituais, prefácio e tradução de Joaquim Abrances, S.J., Editorial A.O., Braga, 1983, pp. 150-151.)

Fonte da Imagem: Misionfatima

No mês de junho de 1690, Margarida dizia: “Eu não viverei muito mais, porque não sofro mais”. Com efeito esta santa, considerada uma das maiores místicas da Igreja, entregou sua bela alma a Deus no dia 17 de outubro desse mesmo ano.

(8 de maio de 1928)

(Excerto da Encíclica)

Aparição de Jesus a Santa Margarida Maria de Alacoque

Mas, como alguns do povo talvez desconhecem ainda, e outros desdenham aquelas queixas do amantíssimo Jesus, ao aparecer à Santa Margarida Maria de Alacoque, e o que manifestou esperar e querer dos homens, em proveito deles, apraz-nos, veneráveis irmãos, dizer-vos algo sobre a honesta satisfação a que estamos obrigados a respeito do Coração Santíssimo de Jesus. Com o desígnio de que o que vos comunicamos, cada um de vós o ensine a sua grei, e a estimule a pratica-lo.

de 16 de fevereiro de 1965

(Excertos da Encíclica)

(…) Mas entre todos os promotores desta excelsa devoção merece lugar especial S. Margarida Maria Alacoque, que, com a ajuda do seu diretor espiritual, o beato Cláudio de la Colombière, e com o seu ardente zelo, conseguiu, não sem admiração dos féis, que este culto adquirisse um grande desenvolvimento e, revestido das características do amor e da reparação, se distinguisse das demais formas da piedade cristã. (34) – Cf. Carta enc. Miserentissimus Redemptor: AAS 20(1928), pp.167-168.

(…) “Evidente é, portanto, que as revelações com que foi favorecida s. Margarida Maria não acrescentaram nada de novo à doutrina católica. A importância delas consiste em que – ao mostrar o Senhor o seu coração sacratíssimo – de modo extraordinário e singular quis atrair a consideração dos homens para a contemplação e a veneração do amor misericordioso de Deus para com o gênero humano. De fato, mediante manifestação tão excepcional, Jesus Cristo expressamente e repetidas vezes indicou o seu coração como símbolo com que estimular os homens ao conhecimento e à estima do seu amor; e ao mesmo tempo constituiu-o sinal e penhor de misericórdia e de graça para as necessidades da Igreja nos tempos modernos.”

de 16 de fevereiro de 1965

(Tradução automática do Italiano – (Excerto da Encíclica)

(…) De fato, depois de nosso misericordioso Salvador, comparecendo, como ele mesmo se refere, à religiosa eleita Margaret Maria Alacoque na cidade de Paray-le-Monial, pediu reiteradamente que todos os homens, como em um concurso público de orações, honrassem seu Coração, ferido pelo nosso amor, e reparando em todos os sentidos as ofensas que lhe eram infligidas, o culto do Sagrado Coração – já em vários lugares dado pela obra e impulso de São João Eudes – floresceu maravilhosamente entre o clero e o povo cristão, e se espalhou em todos os continentes.

(Cf Pio XII, Carta Encíclica Haurietis aquas: AAS 48 (1956), p. 341; A. GARDELLINI, Decreta authenticica SRC, T. II, 1856, n. 4324; T. III, n. 4579, 3).

NA ENCÍCLICA MISERENTISSIMUS REDEMPTOR
 

“Dulcíssimo Jesus, cuja caridade derramada sobre os homens se paga tão ingratamente com o esquecimento, o desdém e o desprezo: olhai-nos aqui prostrados diante vosso altar. Queremos reparar com especiais manifestações de honra tão indigna frieza e as injúrias com as quais em todas as partes é ferido pelos homens vosso amoroso Coração.

Recordando, entretanto, que também nós nos manchamos tantas vezes com o mal, e sentindo agora vivíssima dor, imploramos diante toda vossa misericórdia para nós, dispostos a reparar com voluntária expiação, não só os pecados que cometemos nós mesmos, senão também os daqueles que, perdidos e afastados do caminho da saúde, recusam seguir-vos como pastor e guia, obstinando-se em sua infidelidade, e sacudiram o jogo suavíssimo de vossa lei, pisoteando as promessas do batismo.

Ao mesmo tempo que queremos expiar todo o cúmulo de tão deploráveis crimes, propomo-nos reparar cada um deles em particular: a imodéstia e as torpezas da vida e do vestido; as insídias que a corrupção tende às almas inocentes; a profanação dos dias festivos; as miseráveis injúrias dirigidas contra vós e contra vossos santos; os insultos lançados contra vosso Vigário e a ordem sacerdotal; as negligências e os horríveis sacrilégios, com que se profana o próprio Sacramento de amor divino, e, enfim, as culpas públicas das nações, que menosprezam os direitos e o magistério da Igreja por vós fundada.

Oxalá possamos nós, lavar com nosso sangue estes crimes! Entretanto, como reparação da honra divina conculcada, vos apresentamos, acompanhando-a com as expiações de vossa Mãe a Virgem, de todos os santos e dos fiéis piedosos, aquela satisfação que vós mesmos oferecestes um dia na cruz ao Pai, e que renovais todos os dias nos altares.

Prometemos-vos, com todo o coração, compensar, o quanto estiver de nossa parte, e com o auxílio de vossa graça, os pecados cometidos por nós e pelos demais: a indiferença a tão grande amor, com a firmeza da fé, a inocência da vida, a observância perfeita da lei evangélica, especialmente da caridade, e impedir, ademais, com todas nossas forças, as injúrias contra vós, e atrair a quantos possamos ao vosso seguimento.

Aceitar, vos rogamos, benigníssimo Jesus, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria Reparadora, o voluntário oferecimento de expiação, e com o grande dom da perseverança, conservai-nos fidelíssimos até a morte, no culto e serviço para vós, para que cheguemos todos um dia, à pátria onde vós, com o Pai e com o Espirito Santo, viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém

Abaixo, excertos de alguns Chamados de Amor e Conversão com referência à Santa Margarida Alacoque

1 – 11.05.2019 – Chamado de Amor e de Conversão do Sagrado Coração de Jesus

(…) “A Obra de Nossos Sagrados Corações Unidos, que Jesus revelou com Santa Margarida, continuou com Fátima, com Concepción Cabrera e com Santa Faustina, a cumpre em Nosso Apostolado dos Sagrados Corações Unidos. O Apostolado de Nossos Sagrados Corações é um poço de graças, onde autênticos carismas dados pelo Espirito Santo, confluem e se reúnem, para pedir o Reinado do Sagrado Coração Eucarístico de Jesus, através do Triunfo de Meu Doloroso e Imaculado Coração. Meu Apostolado é a Obra que consola, adora e repara ao Sacratíssimo Coração Eucarístico de Jesus; e com nossos Últimos Chamados de Amor e de Conversão, formamos nossoS filhos, como verdadeiros Apóstolos dos Últimos Tempos.” (…)

2 – Chamado de Amor e de Conversão do Sagrado Coração de Jesus

“Com Meu Apostolado venho renovar a Devoção das Primeiras Sextas-feiras de cada mês. Estas Primeiras Sextas-feiras devem ser praticadas perpetuamente por Meus apóstolos. Através de Santa Margarida comecei a obra de Meu Sagrado Coração, e com Meu Apostolado, venho dar-lhe a plenitude e culminá-la. As Primeiras Sextas-feiras de cada mês, devem ser praticadas com todo o coração, toda a vida. Na Primeiras Sexta-feira confessem seus pecados; recebam o Santíssimo Sacramento, Meu Coração Eucarístico;realizem uma obra de Caridade, seja corporal ou spiritual e orem a Coroa de Reparação à Santíssima Trindade. Todos os apóstolos do Meu Sagrado Coração, que realizem isto, verão milagres em suas vidas e não partirão para a Eterna, sem antes haver recebido os Sacramentos. (…)

3 – 03.05.2019 – Chamado de Amor e de Conversão do Sagrado Coração de Jesus

“Apóstolos do Meu Sagrado Coração Eucarístico: Venho para ajudar-lhes a compreender a profundidade do Meu Apostolado. Esta Obra de Nossos Sagrados Corações Unidos, foi preparada e anunciada muito tempo atrás, para que fosse revelada e entendida em sua Plenitude, nestes Últimos Tempos. Este Carisma, foi vivido por Meu Pai São José, pelo Discípulo Amado e Santa Maria Madalena. Esta Obra foi anunciada à Santa Margarida de Alacoque, à Santa Faustina e à Concepción Cabrera.

Meu Apostolado é um compêndio da Obra do Meu Sagrado Coração. Meu Apostolado é uma reunião de todas as manifestações autênticas de Minha Mamãe Celestial. Neste Apostolado, Minha Mamãe do Céu, Meu Pai São José e Meu Coração Eucarístico, vieram para concretizar o prometido em La Salette e em Fátima: o Triunfo do Coração de Minha Mãe, que é a Porta pela qual virá o Reino Eucarístico do Meu Sagrado Coração.” (…)

02.10.2021 – CHAMADO DE AMOR E CONVERSÃO DO CORAÇÃO DOLOROSO E IMACULADO DE MARIA

Queridos filhos: A Santíssima Trindade quer estabelecer no mundo inteiro, a Devoção ao meu Doloroso e Imaculado Coração, para que, desde este Jardim de Nossos Dois Corações, diga aos meus filhos que: Vim renovar, a pedido de meu Filho Jesus, a Devoção dos Primeiros Sábados. De modo, queridos filhos, que os Primeiros Cinco Sábados do mês agora devem agora ser uma Devoção Perpétua.

Cada primeiro sábado do mês deve ser de consolo e reparação. Assim, através do Apostolado e de nossos Chamados de Amor e de Conversão:

As primeiras sextas-feiras ao Sagrado Coração Eucarístico de meu Filho Jesus, e os primeiros sábados ao meu Doloroso e Imaculado Coração devem ser, para todos meus filhos, uma Devoção Perpétua. É dizer, toda a sua vida deve ser uma oblação de amor e reparação perpétua.

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