Chamados de Amor e Conversão

17.06.2022 – São José-Maria Cassant: “O Apostolado é também um pequeno caminho dentro do Coração de Jesus para chegar ao Pai.”

San José-Maria Cassant OCSO-17junho-pt

17 de junho de 2022 – CHAMADO DE AMOR E CONVERSÃO DE SÃO JOSÉ-MARIA CASSANT

Audio da Mensagem – Voz de Manoel de Jesus:

Estando em oração, aparece um monge, muito jovem, com um hábito branco e os Sagrados Corações Unidos de Jesus e Maria sobre suas mãos.

Ele me disse: meu nome é São José Maria Cassant, monge Cisterciense e sacerdote.

Cheio de alegria, de luz, de doçura em seu rosto e em suas palavras, ele me deu o Chamado:

A Santíssima Trindade é uma comunhão eterna de amor. Três pessoas diferentes, mas apenas um Deus. O Pai que cria, o Filho que redime e o Espírito que santifica.

Apóstolos dos Sagrados Corações Unidos: A Aliança Trinitária de Amor, a união do Pai e do Filho e do Espírito Santo, são a fonte de toda a Criação e desejam que as almas se unam a este Amor Trinitário.

Pequeno nada: sou São José Maria Cassant, e pelo pequeno caminho do Coração de Jesus, vivi este Amor Trinitário.

O Apostolado é também um pequeno caminho dentro do Coração de Jesus para chegar ao Pai.

Pequeno nada: faz do meu lema a tua missão:

Tudo por Jesus! Tudo por Maria!

Eu rogo por ti e por todo o Apostolado. Vivam o caminho do Coração de Jesus.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 

 

 
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CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA 

PARA A PROCLAMAÇÃO DE CINCO NOVO BEATOS

HOMILIA DO  PAPA JOÃO PAULO II

 

Domingo, 3 de Outubro de 2004

1. “Verbum Domini manet in aeternum A Palavra do Senhor permanece para sempre”. A exclamação da Aclamação ao Evangelho leva-nos até aos próprios fundamentos da fé. Diante do tempo que passa e das contínuas transformações da história, a revelação que Deus nos ofereceu em Cristo permanece estável para sempre e, ao longo do nosso caminho terrestre, abre um horizonte de eternidade.

Foi o que experimentaram de maneira singular os cinco novos Beatos: Pedro Vigne, José Maria Cassant, Ana Catarina Emmerick, Maria Ludovica De Angelis e Carlos da Áustria. Eles deixaram-se orientar pela Palavra de Deus como por um farol luminoso e seguro, que jamais cessou de iluminar o seu caminho.

Pedro Vigne

2. Contemplando Cristo presente na Eucaristia e na Paixão salvífica, o Padre Pedro Vigne foi levado a tornar-se um discípulo autêntico e um missionário fiel à Igreja. Que o seu exemplo incuta nos fiéis o desejo de haurir do amor pela Eucaristia e da adoração do Santíssimo Sacramento a audácia pela missão! Peçamos-lhe que sensibilize o coração dos jovens, para que eles aceitem, se forem chamados por Deus, consagrar-se totalmente a Ele no sacerdócio ou na vida religiosa. Que a Igreja na França encontre no Padre Pedro um modelo, para que sejam suscitados novos semeadores do Evangelho.

José Maria Cassant

3. O Padre José Maria depositou sempre a sua confiança em Deus, na contemplação do mistério da Paixão e na união com Cristo presente na Eucaristia. Assim, ele impregnava-se do amor de Deus, abandonando-se a Ele, “a única felicidade da terra”, e desapegando-se dos bens do mundo, no silêncio da Trapa. No meio das provações, com o olhar fixo em Cristo, oferecia os seus sofrimentos pelo Senhor e pela Igreja. Possam os nossos contemporâneos, especialmente os contemplativos e os doentes, descobrir no seu exemplo o mistério da oração, que eleva o mundo a Deus e que revigora nos momentos de prova!

Maria Ludovica De Angelis

4. “Deus não nos concedeu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de bom senso” (2 Tm 1, 7). Estas palavras de São Paulo convidam-nos a colaborar na edificação do Reino de Deus, a partir da perspectiva da fé. E elas podem ser perfeitamente aplicadas à vida da Beata Ludovica De Angelis, cuja existência foi consagrada inteiramente à glória de Deus e ao serviço dos seus semelhantes.

Na sua figura sobressaem um coração de mãe, as suas qualidades de líder e a audácia própria dos santos. Ela tinha um amor concreto e generoso pelas crianças enfermas, e enfrentava sacrifícios para as consolar; juntamente com os seus colaboradores, no Hospital de La Plata, constituiu um modelo de alegria e de responsabilidade, criando um ambiente de família; para as suas Irmãs de comunidade, foi um exemplo autêntico, como Filha de Nossa Senhora da Misericórdia. Em tudo ela foi sustentada pela oração, e chegou a fazer da sua vida uma comunicação contínua com o Senhor.

Ana Catarina Emmerick

5. A Beata Ana Catarina Emmerick gritou “a dolorosa Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo” e viveu-a no seu próprio corpo. É uma obra da graça divina, o facto de que a filha de pobres camponeses, que buscou com tenacidade a proximidade de Deus, se tenha tornado a conhecida “Mística da região de Monastério”. A sua pobreza material contrapõe-se a uma rica vida interior. Ficamos impressionados quer com a sua paciência em suportar a debilidade física, quer com a força da índole da nova Beata e com a sua estabilidade na fé.

Ela hauria esta força da Santíssima Eucaristia. O seu exemplo abria os corações dos pobres e dos ricos, das pessoas simples e instruídas, à dedicação amorosa a Jesus Cristo.
Ainda hoje ela continua a transmitir a todos a mensagem da salvação: todos nós fomos curados pelas chagas de Cristo (cf. 1 Pd2, 24).

Carlos da Áustria

6. A tarefa decisiva do cristão consiste em buscar, reconhecer e seguir a vontade de Deus em tudo. O homem de Estado e cristão Carlos da Áustria enfrentava este desafio quotidianamente. Aos seus olhos, a guerra manifestava-se como “algo horrível”. Durante os tumultos da primeira guerra mundial, ele procurou promover a iniciativa de paz do meu predecessor Bento XV.

Desde o início, o Imperador Carlos concebeu o cargo que ocupava como um serviço sagrado aos seus povos. A sua principal preocupação consistia em seguir a vocação do cristão à santidade também na sua acção política. Por este motivo, o seu pensamento estava orientado para a assistência social. Que ele constitua um exemplo para todos nós, sobretudo para aqueles que hoje ocupam lugares de responsabilidade política na Europa.

7. Juntamente com a Igreja inteira, louvemos e demos graças ao Senhor pelas maravilhas que Ele realizou nestes servos bons e fiéis do Evangelho. Maria Santíssima, que durante este mês de Outubro nós invocamos de modo particular com a recitação do Rosário, nos ajude a tornar-nos, por nossa vez, apóstolos generosos e corajosos do Evangelho.

Amém!

© Copyright 2004 – Libreria Editrice Vaticana 

 

Biografia

Fonte: Vaticano

JOSÉ MARIA CASSANT (1878-1903)

Foto

José Maria Cassant nasceu no dia 6 de Março de 1878 na localidade de Casseneuil (França), no seio de uma família de arboricultores. Estudou no colégio dos Irmãos de São João Baptista de la Salle, com dificuldades crescentes em virtude da falta de memória.

Tendo recebido uma sólida educação cristã, aumentava nele um profundo desejo de se tornar sacerdote. Assim, no dia 5 de Dezembro de 1894 entrou na abadia cisterciense de Santa Maria do Deserto, na Diocese de Tolosa.

Contemplando Jesus na sua Paixão, o jovem monge deixava-se impregnar pelo amor de Cristo. Consciente das suas lacunas e debilidades, confiava única e totalmente em Jesus, que era a sua força.

Pronunciou os votos perpétuos na solenidade da Ascensão e começou a preparação definitiva para o sacerdócio, que considerava em função da Eucaristia, em que Cristo Salvador se entrega inteiramente aos homens, e em cujo Coração traspassado na cruz, recebe todos os que a Ele recorrem com confiança. José Maria recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 12 de Outubro de 1902.

Atingido pela tuberculose, o jovem presbítero só revelou os seus sofrimentos quando já não os podia esconder, oferecendo-os sempre por Cristo e pela Igreja e meditando assiduamente sobre a Via-Sacra do Salvador.

No leito de morte, afirmou: “Quando não poderei mais celebrar a Santa Missa, Jesus poderá levar-me deste mundo”. O Padre José Maria faleceu na madrugada do dia 17 de Junho de 1903, com apenas 25 anos de idade, dos quais 16 transcorridos na discrição em Casseneuil e 9 no claustro de um mosteiro, dedicando-se às coisas mais simples: oração, estudo e trabalho.

Coisas ordinárias, porém, que ele soube viver de maneira extraordinária, com uma generosidade incondicional. Por isso, a mensagem do Padre José Maria é muito actual: num mundo em que reina a desconfiança, que muitas vezes é vítima do desespero, mas que é sequioso de amor e de ternura, a sua vida pode ser uma resposta para quem, sobretudo entre os jovens, se põe em busca de um sentido para a sua vida.

João Paulo II reconheceu a heroicidade das suas virtudes no dia 19 de Junho de 1984.

Homilia do Santo Padre 

 

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