Chamados de Amor e Conversão

09.07.2022 – Santa Verônica Giuliani: “Esse mesmo Divino Querer quis conceder humanidade um tempo de misericórdia. E este tempo de misericórdia iniciou com estes últimos Chamados de Amor e Conversão à humanidade.”

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9 de julho de 2022 – CHAMADO DE AMOR E CONVERSÃO DE SANTA VERÔNICA GIULIANI

 

Audio da Mensagem – Voz de Manoel de Jesus:

 

Louvado seja o Sagrado Coração Eucarístico de Jesus

Para compreender o Divino Querer de Deus Uno e Trino, o Divino Querer que é Sua própria Divina Vontade; Divino Querer que está perfeitamente manifestado no Santo Evangelho e na doutrina da Igreja, e esse mesmo Divino Querer quis conceder à humanidade um tempo de misericórdia. E este tempo de misericórdia iniciou com estes últimos Chamados de Amor e Conversão à humanidade.

A ti, pequeno nada, escravo por amor, os Três Sagrados Corações e o Espírito Santo te apresentaram diante do Pai, para que, desde teu oferecimento como vítima por amor, anuncies a todos teus irmãos o Reino de Jesus e Maria.

É importante ler. Mas também orar e meditar com os Chamados, desde o primeiro Chamado de Amor, para que, nesta escola de conversão, que é o pequeno caminho de santidade no Coração de Jesus, possam compreender a renovação de toda a Igreja e da humanidade, que o Pai quer realizar com a Obra Magna.

Orem e meditem nos Chamados ao Amor e de Conversão nos quais, também o Senhor envia a mim, Santa Verônica Giuliani, para transmitir-lhes todas as riquezas do Sagrado Coração.

A obra que Jesus me confiou continua ainda hoje, na Obra do Apostolado.

Eu rogo para que ouçam os Sagrados Corações.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 

 

Festa de Santa Verônica Giuliani: 9 de julho

 

Santa Verônica Giuliani nasceu de pais dedicados em Mercatello na Itália. Quando criança, ela também era de disposição devota, mas inclinada a ser bastante irritável, e como ela mesma admite, chutava os pés à menor provocação.

A mãe de Santa Verônica morreu quando Verônica tinha apenas quatro anos. Em seus últimos momentos, atribuiu a cada um de seus cinco filhos uma das cinco chagas de Cristo, e pediu-lhes que se refugiassem ali quando estivessem preocupados. Verônica era a mais jovem. Ela foi designada para a ferida no lado de nosso Senhor, e a partir desse momento seu coração ficou mais temperado.

Cooperando com a graça de Deus, sua alma passou gradualmente por um processo de refinamento, pelo qual se converteu em objeto de admiração em anos posteriores.

Quando Santa Verônica alcançou a maioridade, seu pai acreditava que ela deveria se casar. Pelo que ele queria que ela participasse nas atividades sociais dos jovens.

Mas ela se havia dado conta de outro chamado. E ela suplicou ao pai com tanto fervor, que, depois de muita resistência, ele finalmente permitiu que ela escolhesse seu próprio estado de vida.

Então, com a idade de 17 anos, Santa Verônica Giuliani entrou no convento das freiras capuchinhas em Citta di Castello na Úmbria, onde observou a regra primitiva de Santa Clara.

Imbuída de sincera humildade, considerava-se a si mesma a mais humilde da comunidade. Ao mesmo tempo, edificou grandemente a todos com sua obediência e amor à pobreza e à mortificação.

Às vezes, foi favorecida com conversações interiores e revelações. Resolveu que revelaria todos estes assuntos aos seus superiores e ao seu confessor. Ela havia esquecido de fazer isso quando ainda estava no mundo e, como resultado, muitas vezes foi enganada pelo pai da mentira.

Quando Santa Verônica Giuliani passou 17 anos em vários ofícios em sua comunidade, foi-lhe confiada a ela a orientação às noviças.

Ela esforçou-se para imbuí-las com o espírito de simplicidade e colocar uma base firme para a humildade. Ela dirigiu-as para as verdades da Fé e as regras da ordem, como seus guias mais seguros no caminho para a perfeição, e os advertiu contra a leitura de livros ociosamente especulativos, bem como qualquer coisa incomum.

Enquanto isso, coisas extraordinárias começavam a acontecer com Santa Veronica Giuliani. Na Sexta-feira Santa recebeu os estigmas. E mais tarde a Coroa de Espinhos foi impressa em sua cabeça em meio a sofrimentos indizíveis.

Ela também experimentou um desposório místico, pois recebeu um anel místico da própria mão de Nosso Senhor. Uma testemunha ocular disse: “Este anel circundava seu dedo anelar como os anéis comuns fazem. Nele parecia haver uma pedra elevada do tamanho de uma ervilha e de cor vermelha.”

Depois de um cuidadoso exame dos assuntos, o Bispo enviou um informe a Roma. Então, Roma designou uma comissão, que deveria colocar sua humildade à prova mais severa, para determinar se ela era uma impostora, uma pessoa enganada pelo diabo ou uma pessoa favorecida por Deus.

Santa Verônica Giuliani foi removida de sua posição de mestra das noviças e privada de todo o sufrágio na comunidade. Ela foi até mesmo presa em uma cela remota.

A nenhuma irmã foi permitido falar com ela. E uma irmã leiga que foi nomeada sua guardiã, recebeu a ordem de tratá-la como uma mentirosa. Finalmente, ela foi privada da Sagrada Comunhão, e autorizada a participar da Santa Missa só aos domingos e feriados perto da porta da igreja.

Ao concluir esses julgamentos, o bispo informou a Roma que ela obedecia escrupulosamente a cada uma de suas ordenanças, e não mostrava o menor sinal de tristeza em meio a todo o seu duro trato, mas sim uma paz e gozo  de espírito inexprimível.

A prova habia provado que as manifestações admiráveis eram obra de Deus. Mas Verônica não se considerava por isso, uma santa, mas sim uma grande pecadora, a quem Deus estava conduzindo pelo caminho da conversão através de suas santas chagas.

Tendo ocupado o cargo de mestra de noviças por 22 anos, Verônica foi eleita abadessa por unanimidade. Somente em obediência se poderia convencer de que aceitasse a responsabilidade.

Purificada cada vez mais por muitos sofrimentos, aos quais acrescentou muitas mortificações austeras, partiu para sua recompensa eterna em 9 de julho de 1727, depois de passar 50 anos no convento.

Santa Verônica Giuliani foi uma das poucas santas a receber os estigmas. Cada vez que as feridas se abriam, Pe. Salvatori registrava que elas “emitiam uma fragrância tão deliciosa por todo o convento que só isso era suficiente para informar as freiras cada vez que os estigmas eram renovados”.

O corpo da santa permaneceu incorrupto por muitos anos até ser destruído por uma enchente. Seus ossos estão agora preservados em uma figura composta da santa, cujo crânio é coberto com cera. No entanto, seu coração ainda está incorrupto e é mantido em um relicário separado.

Por suas virtudes heróicas e os muitos milagres realizados continuamente em seu túmulo, ela foi canonizada pelo Papa Gregório XVI em 1839. 

 

Fonte: The Franciscan Book of Saints, ed. by Marion Habig, OFM.

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