Dias Litúrgicos

13 de outubro: O Reinado Eucarístico e a Corredenção da Santíssima Virgem

Jesus-Maria-Cruz

 

O Apostolado dos Sagrados Corações Unidos de Jesus e Maria celebra solenemente no dia 13 de outubro, a Festividade Divina do

 

REINADO EUCARÍSTICO E MARIA CORREDENTORA

 

Pedida por Deus Pai Terno e Misericordioso

 

 No Chamado de Amor e de Conversão de Deus Pai 13 outubro 2017

“Eu estou contigo. No dia 13 de outubro de cada ano devem ser celebrados o Reinado Eucarístico e Maria Corredentora.

A Coroa de Reparação à Santíssima Trindade pelos pecadores me consola e, portanto, aplaca a Divina Justiça. Meu consolador: te amo.”

 

1 – A Corredenção da Santíssima Virgem Maria nos Santos Papas da Igreja Católica

Antes de entrarmos nas manifestações Papais sobre a Corredenção da Santíssima Virgem Maria, convém, por prudência, que tenhamos presente dois conceitos:
 

a-) Infalibilidade Papal – Definida pelo Código de Direito Canônico, no Cânone 749, § 1.

Cânone 749 § 1 – Em virtude de seu ofício, o Sumo Pontífice goza de infalibilidade no magistério quando, como Pastor e Doutor supremo de todos os fiéis, a quem cabe confirmar na fé os seus irmãos, proclama, por ato definitivo, que se deve aceitar uma doutrina sobre a fé e os costumes.

Exemplo: Quando define um Dogma, como a Bula Ineffabilis Deus, de 8 de dezembro de 1854, que proclamou o Dogma da Imaculada Conceição.

b-) Magistério Ordinário – Definido pelo Código de Direito Canônico, no Cânone 752:

Cânone 752 – Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela.

Exemplo: as manifestações Papais em discursos, alocuções públicas, como a determinados peregrinos, ou em documentos escritos, em saudações após Audiências Gerais no Vaticano, ou em homilias durante uma Santa Missa em qualquer lugar do mundo, dentre outras.

Nos tópicos seguintes, temos estas duas situações:

a-) de infalibilidade Papal: em momentos em que o Santo Padre proclama, por ato definitivo, que se deve aceitar uma doutrina sobre a fé

b-) de Magistério Ordinário: quando nas oportunidades abaixo citadas, exerceram o magistério autêntico, enunciando sobre a fé (…) mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo.

Com relação à Divina Corredenção da Santíssima Virgem, o que nós iremos ver nos documentos e situações mencionadas neste escrito, os Santos Padre usaram do magistério ordinário, para mostrar aos fiéis sua convicção de que a Santíssima Virgem é Corredentora juntamente com o Redentor Único: Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Dogma que irá definir a Corredenção, conforme os Chamados de Amor, virá mais tarde.

Tão certo é a proclamação deste Quinto Dogma, que Deus Pai Terno e Misericordioso já estabeleceu a data da sua Celebração em 13 de outubro de cada ano. Sobre isto, exemplifica-se com alguns Chamados de Amor abaixo:

13 outubro 2017 – Chamado de Amor e de Conversão de Deus Pai Terno e MIsericordioso

O dia 13 de outubro de cada ano devem ser celebrados o Reinado Eucarístico e Maria Corredentora.

– 13 de fevereiro de 2019 – Chamado de Amor e de Conversão do Casto e AmanteCoração de São José:

Também, assim como Nossa Senhora impulsionou o dogma da Imaculada Conceição, em Lourdes, assim, desde o Apostolado, Nossa Senhora anuncia o dogma da Corredenção Mariana.

– 9 de fevereiro de 2019 – Chamado de Amor e de Conversão do Coração Doloroso e Imaculado de Maria

Filhos Meus: Meu Apostolado, os Cenáculos de Oração e as Ave Marias dos Últimos Tempos, aproximam a chegada deste Dom para a Igreja e para o mundo: Que vossa Mãe seja proclamada Corredentora.

 

Na Bula Ineffabilis Deus, de 8 de dezembro de 1854, que proclamou o dogma da Imaculada Conceição, número marginal 23, o Papa Pio IX escreveu:

“Portanto, assim como Cristo, mediador de Deus e dos homens, assumiu a natureza humana, apagando a escrita do decreto que nos era contrário, cravou-o triunfalmente na cruz, assim a Santíssima Virgem, unida a Ele, por um vínculo muito forte e indissolúvel, perseguindo com Ele e por Ele eternamente a serpente venenosa, e triunfando plenamente sobre este inimigo, esmagou-lhe a cabeça com seu pé imaculado. ” A ideia e sua realidade estão claramente expressadas, ainda que não apareça a palavra corredentora.

“23. Em consequência disto, assim como Cristo, Mediador entre Deus e os homens, assumindo a natureza humana destruiu o decreto de condenação que havia contra nós, cravando-o triunfalmente na Cruz, assim também a Santíssima Virgem, unida com Ele por um liame estreitíssimo e indissolvível, foi, conjuntamente com Ele e por meio d’Ele, a eterna inimiga da venenosa serpente, e esmagou-lhe a cabeça com seu pé virginal.”

A ideia e sua realidade estão claramente expressadas, ainda que não apareça a palavra corredentora.

Vários textos do Papa Leão XIII também expressam essa doutrina. Na Carta Encíclica Supremi Apostolatus Officio, de 1 de setembro de 1883, no numero 3, sobre o Rosário de Nossa Senhora:

“3. Nos momentos de apreensão e de incerteza, foi sempre o primeiro e sagrado pensamento dos católicos o de recorrerem a Maria, e de se refugiarem na sua maternal bondade. E isto demonstra a firmíssima esperança, antes a plena confiança, que a Igreja Católica com toda razão sempre depositou na Mãe de Deus. De fato, a Virgem Imaculada, escolhida para ser Mãe de Deus, e por isto mesmo feita Corredentora do gênero humano, goza junto a seu Filho de um poder e de uma graça tão grande, que nenhuma criatura, nem humana nem angélica, jamais pôde nem jamais poderá atingir uma maior. E, visto como a alegria mais grata para ela é a de ajudar e consolar todo fiel em particular que invoque o seu socorro, não pode haver dúvida de que ela muito mais prazerosamente deseje acolher, antes, que exulte em acolher, os votos da Igreja toda.”

 

– Na Encíclica sobre o Rosário, Jucunda Semper Expectatione, de 8 de setembro de 1894, número 6, sobre o Rosário de Nossa Senhora, o mesmo Papa ensina:

“Junto à Cruz de Jesus estava Maria, sua Mãe, que, movida por imenso amor por nós, para nos acolher como filhos, ofereceu voluntariamente o seu Filho à justiça divina, morrendo em seu coração com Ele, trespassada por uma espada de dor”.

 

– Na Constituição Apostólica Iuribus Ac Privilegiis Sodalitatis A Sanctissimo Rosario de 9 de outubro de 1898, sobre o Rosário, que se encontra na *AAS, vol. XXXI (1898-1899), pp. 257-263, e em latim no site do Vaticano, mas com o nome de “Ubi-primum.”

“Tão logo, como por secreto plano da Providência Divina, fomos elevados à suprema Cátedra de Pedro (…) espontaneamente, nos foi o pensamento à grande Mãe de Deus e à sua associação na reparação do género humano”.

 

– Finalmente, na Encíclica ADIUTRICEM POPULI, de 5 de setembro de 1895, no número 4, Leão XIII proporciona a expressão mais completa dessa Corredenção, ao associa-la com a Mediação Universal de Maria:

“4. Impossível seria, pois, dizer que amplitude e que eficácia hajam adquirido os seus socorros, quando ela foi levada para junto de seu divino Filho, àquele fastígio de glória que convinha à sua dignidade e ao esplendor dos méritos. Com efeito, de lá do alto, consoante os desígnios de Deus, ela começou a velar sobre a Igreja, a assistir-nos e a proteger-nos como uma mãe; de modo que, depois de ter sido a cooperadora da redenção humana,tornou-se também, pelo poder quase ilimitado que lhe foi conferido, a dispensadora da graça que em todos os tempos jorra dessa redenção.

Por isto, com bem razão as almas cristãs, obedecendo como que a um instinto natural, sentem-se arrastadas para Maria, para lhe comunicarem com toda confiança os seus projetos e as suas obras, as suas angústias e as suas alegrias; para recomendarem com filial abandono suas pessoas e suas coisas à bondade e solicitude d’Ela. Por este justíssimo motivo, todos os povos e todos os ritos têm-lhe tributado louvores, que têm vindo sempre crescendo com o sufrágio dos séculos. Donde os títulos a ela dados de “Mãe nossa, nossa Mediadora” (S. Bernardo, Sermo II in Advento Domini, n. 5), “Reparadora do mundo inteiro” (S. Tharasius, Oratio in Praesentatione Deiparae), “Dispensadora dos dons celestes” (In Off. Graec., 8 dec., post oden 9)”

 

 

Este Santo Papa também evocou a doutrina da Corredenção em sua famosa Encíclica AD DIEM ILLUM LAETISSIMUM, de 2 de fevereiro de 1904, para o cinquentenário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição:

“Maria, a Corredentora dos homens –

“8. Mas não foi apenas para seu próprio louvor que a Virgem ministrou a matéria de sua carne ao Filho unigênito de Deus, que haveria de nascer com membros humanos (S. Beda Ven. lib. IV in Luc. XI), e que ela preparou, desta forma, uma vítima para a salvação dos homens; sua missão foi também velar por esta vítima, nutri-la e apresenta-la ao altar, no tempo estabelecido. Por isto, entre Maria e Jesus reinou perpétua sociedade de vida e sofrimentos, que nos permite aplicar a ambas estas palavras do Profeta: A minha vida vai se consumindo com a dor e os meus anos com os gemidos (Sl 30, 11). E quando chegou a hora derradeira de Jesus, vemos a Virgem “aos pés da cruz“, horrorizada certamente ante a visão do espetáculo, “mas feliz porque seu Filho se oferecia como vítima pela salvação dos homens e, ademais, de tal modo partícipe de suas dores que teria preferido padecer os tormentos que cruciavam o seu Filho, tal lhe fosse dado fazer” (S. Bonav., 1 Sent., d. 48, ad Litt., dub. 4). — Em consequência dessa comunhão de sentimentos e de dores entre Maria e Jesus, a Virgem fez jus ao mérito de se tornar legitimamente a reparadora da humanidade decaída (Eadmeri Mon., De Excellentia Virginis Mariæ, c. IX) e, portanto, dispensadora de todos os tesouros que Jesus nos adquiriu por sua morte e por seu sangue.”

Durante o pontificado deste glorioso Papa, um decreto do Santo Ofício, de 26 de junho de 1913, S. C. del Santo Oficio (Sección de Indulgencias) en el Decreto Sunt Quos amor, de 26 jun.1913 [AAS 5 (1913) 364], elogiou “o costume de acrescentar ao nome de Jesus, o de sua Mãe, nossa Corredentora, a bendita Virgem Maria.”

 

– Em 22 de janeiro de 1914, esta mesma congregação concedeu uma indulgência pela recitação da oração em que Maria é chamada “Corredentora da raça humana.” = S. C. delSanto Oficio (Sección de Indulgencias – [22 en. 1914; ASS 6 (1914) p. 108] – D. S. espanhol, pág. 95 – Ed. Herder 1963

– Também a oração indulgenciada pelo Santo Ofício, na qual a Bem-Aventurada Virgem Maria é chamada de “Corredentora da raça humana” [22 in. 1914; ASS 6 (1914) p. 108]. [Fonte: Denzinger ENRIQUE – Barcelona – Editorial Herder – 1963 – número D-1978a – Nota (2)]

– Por sua vez, Benedito XV expressou-se claramente sobre esta doutrina, em sua Carta Inter Solidacia, de 22 de março de 1918 [ASS 10 (1919) 182]:

Ao associar-se à Paixão e morte de seu Filho, sofreu, como se Ela mesma morresse (…) para apaziguar a justiça divina. Tanto como pode, imolou seu Filho, de tal modo que se pude dizer com razão, que junto com Ele redimiu o gênero humano.”

– Bento XV afirma nas Letras Apostólicas Inter sodalicia, de 22 mar. 1918 [ASS 10 (1919) 182]: «Assim, juntamente com o seu Filho paciente e moribundo, sofreu e quase morreu; desta forma, para a salvação dos homens, ela abdicou dos direitos maternos sobre o filho, e o imolou, na medida em que dela dependia, para aplacas a justiça de Deus, que se pode dizer com razão, que ela redimiu o gênero humano juntamente com Cristo”. [Fonte: Denzinger ENRIQUE – Barcelona – Editorial Herder – 1963 – número D-1978a – Nota (2)]

E, por esta razão, todas as graças que obtemos do tesouro da Redenção, nos chegam, por assim dizer, das mãos da Virgem dolorosa.”

– Primeiro, devemos citar sua Carta Explorata Res, de 2 de fevereiro de 1923 [ASS 15(1923) 104] na qual oferece este belo louvor à nossa Mãe Celestial:

“Não pode sucumbir eternamente, aquele a quem assistisse a Santíssima Virgem, principalmente no crítico momento da morte.

– E esta sentença dos doutores da Igreja, de acordo com o sentir do povo cristão, e corroborada por uma ininterrupta experiência, apoia-se muito principalmente em que a Virgem dolorosa participou juntamente com Jesus Cristo na obra da Redenção.” [Fonte: Denzinger ENRIQUE – Barcelona – Editorial Herder – 1963 – número D-1978a – Nota (2)]

– Mas, sobretudo, Pio XI foi o primeiro Papa em usar o termo “Corredentora.”

– Em sua radio mensagem aos peregrinos de Lourdes, pelo Jubileu da redenção, recitou esta oração”

“Ó Mãe de piedade e de misericórdia, que acompanháveis vosso doce Filho, enquanto levava a cabo, no altar da Cruz, a Redenção do gênero humano, como Corredentora nossa e associada às suas dores, conservai em nós e aumentai cada dia o que vos pedimos, os preciosos frutos da Redenção e de vossa compaixão.” (29 de abril de 1935)

– E durante a Alocução aos peregrinos de Vicenza (30/11/1933), afirmou claramente: “Pela natureza de sua obra, o Redentor associou sua Mãe à sua obra. Por essa razão a invocamos com o título de Corredentora.”

– O Pastor Angélico mencionou repetidamente o fato da Corredenção de Maria, mesmo que não tenha utilizado esta palavra.

– Na Carta Encíclica Mystici Corporis, 29 de junho de 1943, no Epílogo, por exemplo: “Finalmente, Maria, suportando com ânimo esforçado e confiado, suas imensas dores, como verdadeira Rainha dos mártires, mais que todos os fiéis, cumpriu o que resta padecer a Cristo em seus membros…’pelo seu Corpo’ [dele]…que é a Igreja” (Col 1, 24).

– Se bem que o termo “Corredentora” não tenha sido escrito textualmente por este Papa, a doutrina aí está, com toda a claridade possível.

“D-2291 Ela [a Virgem Mãe de Deus] foi aquela que, livre de qualquer mancha pessoal ou original, sempre intimamente unida a seu Filho, o ofereceu como uma nova Eva ao Eterno Pai no Gólgota, junto com o holocausto dela direitos maternos e de seu amor materno, por todos os filhos de Adão, manchados com seu pecado deplorável. De tal forma que, a que era mãe corporalmente de nossa Cabeça, foi feita espiritualmente por um novo título de dor e glória, mãe de todos os seus membros.

Ela foi a que, através das suas eficacíssimas, conseguiu que o Espírito do divino Redentor, que já havia sido dado na cruz, se comunicasse em prodigiosos dons à Igreja nascida, no dia de Pentecostes,

Ela, por fim, suportou com ânimo esforçado e confiado, suas imensas dores, como verdadeira Rainha dos mártires. Mais do que todos os fiéis, cumpriu o que faltava nos sofrimentos de Cristo … por seu Corpo, que é a Igreja [Col. 1, 24], e prodigalizou o Corpo místico de Cristo, nascido do coração aberto de nosso Salvador.

(1), o mesmo maternal cuidado e a mesma intensa caridade com que acalentou e amamentou no berço, o terno Menino Jesus.

Ela, pois, Mãe Santíssima de todos os membros de Cristo (2), a cujo Imaculado Coração temos consagrado confiadamente todos os homens, e que agora brilha no céu para a glória do seu corpo e da sua alma, e reina juntamente com o seu Filho, obtenha dEle, com sua intercessão urgente, que da excelsa Cabeça desça sem interrupção, copiosos caudais de graça, sobre todos os membros de seu Corpo místico.” [Fonte consultada Denzinger Enrique – 1963 – Herder – Barcelona – p. 28 – número D-2289]

Julguemos por esta citação da Encíclica Caeli Reginam, de 11 de outubro de 1954, no número 35, sobre a realeza de Maria, em que foi instaurada a Festa de Nossa Senhora Rainha:

“No cumprimento da obra da Redenção, Maria Santíssima este, em verdade, estreitamente associada a Cristo” (…). Assim como Cristo, pelo título particular da Redenção, é nosso Senhor e nosso Rei. Assim também a Bem-aventurada Virgem é nossa Senhora e Rainha, pela maneira única em que contribuiu para nossa Redenção, seja subministrado sua carne ao seu Filho, seja oferecendo-o voluntariamente por nós, seja desejando, pedindo e procurando para cada um, nossa salvação.

(…) O gênero humano sujeito à morte, por motivo de uma virgem, também foi salvo por meio de uma Virgem; (…) para ser associada à redenção do gênero humano.”

(…) Maria, como Mãe de Cristo Deus e como associada à obra do Divino Redentor, (…)

– Na Encíclica “Haurietis Acquas”, sobre o culto do Sagrado Coração de Jesus e da Maternidade de Maria, de 15 de maio de 1956, o Papa Pio XII disse, no número 74:

“74. A fim de que a devoção ao coração augustíssimo de Jesus produza frutos mais copiosos na família cristã e mesmo em toda a humanidade, procurem os féis unir a ela estreitamente a devoção ao coração imaculado da Mãe de Deus. Foi vontade de Deus que, na obra da redenção humana, a santíssima virgem Maria estivesse inseparavelmente unida a Jesus Cristo; tanto que a nossa salvação é fruto da caridade de Jesus Cristo e dos seus padecimentos, aos quais foram intimamente associados o amor e as dores de sua Mãe. Por isso, convém que o povo cristão, que de Jesus Cristo, por intermédio de Maria, recebeu a vida divina, depois de prestar ao sagrado coração o devido culto, renda também ao amantíssimo coração de sua Mãe celestial os correspondentes obséquios de piedade, de amor, de agradecimento e de reparação. Em harmonia com esse sapientíssimo e suavíssimo desígnio da divina Providência, nós mesmo, por ato solene, dedicamos e consagramos a santa Igreja e o mundo inteiro ao coração imaculado da santíssima Virgem Maria. [Cf. AAS 34(1942), p. 345a.]”

 

 

– Em sua Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja, de 21 de novembro de 1964, afirma:

“55 – As Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, juntamente com a Tradição, de maneira cada vez mais clara, mostram e propõem à nossa consideração o papel da Mãe do Salvador, na economia da salvação.”

(…) Profeticamente, Ela já é anunciada pela promessa de vitória sobre a serpente, feita aos primeiros pais, depois do pecado (cf. Gn 3,15).

“60 – Maria e Cristo, único Mediador.

“O papel maternal de Maria, não faz nenhuma sombra, nem diminuí em nada essa mediação única de Jesus. A atuação saudável de Nossa Senhora com os homens não provém de uma necessidade objetiva qualquer. Mas do puro beneplácito divino, fluindo da superabundância dos méritos de Cristo”.

“61 – Sua cooperação no resgate.

“A santa virgem, eternamente predestinada a ser Mãe de Deus, na perspectiva da encarnação do Verbo, torna-se na terra, por disposição da Providência, ilustre Mãe do Redentor, sua primeira e generosa associada, humilde serva do Senhor.

Concebendo seu Filho, dando-lhe à luz, alimentando-o, apresentando-o ao Pai no templo, e participando de seus sofrimentos até a morte na Cruz, cooperou de maneira especial com a obra do Salvador, pela obediência, pela fé e pela caridade ardente, para a restauração da vida sobrenatural das almas. Portanto, ela é nossa mãe na ordem da graça. “

“62 – O papel salvador subordinado de Maria

(…) “Por isso, a Igreja invoca Nossa Senhora como advogada, auxiliadora, perpétuo socorro e mediadora.”

– João Paulo II também usou o termo profusamente, por exemplo, na saudação que dirigiu aos enfermos após a audiência geral de 8 de setembro de 1982:

“Maria, embora concebida e nascida sem mancha de pecado, participou de uma maneira maravilhosa nos sofrimentos do seu divino Filho, para poder ser a Corredentora da humanidade”.

 

– Em 31 de janeiro de 1985 em Guayaquil, durante a Santa Missa no Santuário de Nossa Senhora do Amanhecer, o Santo Padre João Paulo II, disse em sua homilia:

“De fato, no Calvário, Maria participou do sacrifício de seu Filho que levou à fundação da Igreja. Ela compartilhou no mais profundo de seu coração maternal a vontade de Cristo “para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos” (Jo 11,52).

Tendo sofrido pela Igreja, Maria merecia converter-se na Mãe de todos os discípulos de seu Filho, a Mãe que os uniria …

– Os Evangelhos não nos dizem se Cristo ressuscitado apareceu a Maria. No entanto, como ela estava de maneira especial perto da cruz de seu Filho, ela também deve ter tido a privilegiada experiência de sua Ressurreição. De fato, a função de Maria como Corredentora não terminou com a glorificação de seu Filho”.

– Em 31 de março de 1985, São João Paulo II falava assim no Domingo de Ramos e na Jornada Mundial da Juventude: “Maria acompanhou o seu divino Filho no silêncio mais discreto, ponderando tudo nas profundidades de seu coração.

No Calvário, permanecendo ao pé da cruz, na imensidade e profundidade do seu sacrifício maternal, tinha João ao seu lado, o apóstolo mais jovem … Que Maria, nossa Protetora, a Corredentora, a quem oferecemos nossa oração com grande efusão, faça que nosso desejo corresponda generosamente ao desejo do Redentor”.

João Paulo II também usou o termo ‘corredentora’ em 1990, ao dirigir-se aos participantes voluntários de uma peregrinação da Aliança Confederada para o Transporte de Doentes a Lourdes.

– E também por ocasião da comemoração do sexto centenário da canonização de Santa Brígida em 1991:

“Brígida olhou para Maria como modelo e abrigo, nos diversos momentos da sua existência; proclamou com vigor o privilégio divino de sua Imaculada Conceição; e contemplou sua missão surpreendente de Mãe do Salvador.

A invocou como Imaculada, Dolorosa e Corredentora, exaltando o seu papel único na história da salvação e na vida do povo cristão. (Ângelus, Piazza Farnese, Roma, domingo, 6 de outubro de 1991)

– Na Carta Apostólica Spiritus Domini, de 1 de agosto de 1987, do Sumo Pontífice João Paulo II, por ocasião do segundo centenário da morte de Santo Afonso Maria De Ligório, ele disse:

“Alfonso atribui uma importância capital à vida sacramental, especialmente à Eucaristia e ao culto eucarístico, dos quais as visitas são a expressão mais típica. Um ponto inteiramente particular na economia da salvação é a devoção à Virgem, Medianeira das graças e Corredentora, e por isto Mãe, Advogada e Rainha. Na realidade, Alfonso sempre foi todo de Maria, desde o início de sua vida até sua morte”.

2 – O REINADO EUCARÍSTICO E MARIA CORREDENTORA 

Nos Chamados de Amor e Conversão

(excertos – abaixo)

 

Deus Pai está presente. Cheio de Luz Branca e com um Vestido branco. Em seu peito, o Espirito Santo, rodeado de Fogo.

No Escudo do Apostolado, que revelei ao Meu pequeno instrumento, está contida toda a União da Trindade, tendo Maria como Medianeira e Corredentora, ensinando com seu Doloroso e Imaculado Coração, a humanidade a dizer Fiat. Este Escudo do Meu Apostolado, é o Selo da Trindade Sacrossanta, mostrando ao mundo o caudal de Graças dos Sagrados Corações Unidos, a Obra da Cruz e o Reinado do Espirito Santo. Tudo isto nasce de Meu Coração de Pai.

Contemplem, que estou lhes mostrando o Coração Doloroso e Imaculado de Maria COMO A CORREDENTORA DO MUNDO.

Ela é a Perfeita Cooperadora do Redentor, Meu Filho Jesus Cristo. E é Mãe Corredentora, como Advogada e Mediadora e Mãe da Igreja, está intercedendo para que no mundo se instaure o grande Reinado Eucarístico. Filhos: Meus Apóstolos dos Últimos Tempos! Vocês vivam como primícias, este grande Reinado Eucarístico, centrando suas vidas no grande mistério de Jesus Hóstia.

Meditação

Ponto mostrado por Deus Pai neste Chamado de Amor, é sobre o Reino Eucarístico, que visa levar a humanidade ao encontro desta Vontade Divina. Disse Deus Pai:

“Contemplem, que estou lhes mostrando o Coração Doloroso e Imaculado de Maria COMO A CORREDENTORA DO MUNDO. Ela é a Perfeita Cooperadora do Redentor, Meu Filho Jesus Cristo, e Mãe Corredentora, como Advogada e Mediadora e Mãe da Igreja, está intercedendo para que no mundo se instaure o grande Reinado Eucarístico.”

– Na pag. 199 do Tratado da Verdadeira Devoção aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, deste Apostolado, encontramos esclarecimentos sobre o Reinado Eucarístico.

“A Cruz Gloriosa dos Sagrados Corações Unidos representa o Reinado Eucarístico do Sagrado Cordeiro de Deus, o Sagrado Coração de Jesus, que reinará desde a Cruz, mas com Maria.

É o advento do Reinado Eucarístico do Sagrado Coração, desde a sombra do Triunfo do Coração Doloroso e Imaculado de Maria.

Ao pé da Cruz Glorioso está escrita a palavra “Fiat”, que representa esse Reino Glorioso, onde viveremos; esse “faça-se”, onde faremos tudo o que nos manda Jesus no Evangelho, desde o Pai, e desde a Cruz, brotam raios de Luz para o mundo.

É essa Graça Misericordiosa que brota sobre todas as nações, sobre todos os lugares, sobre todas as pessoas que escutam o Evangelho, orando e preparando-se para esse Novo Pentecostes, que derramará o Senhor sobre todo espirito.”

– Pag. 18 Tratado:

 “Por isso, devemos orar, comprometer-nos em estender o Reinado Eucarístico dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, e cumprir suas intenções, colaborando com nossos sacrifícios e orações, que é o objetivo de nosso Apostolado. Nos reunimos como um só exército eucarístico mariano, uma só Igreja e um só rebanho de Jesus Mestre.”

– Na página 25 desse Tratado:

“O único objetivo de toda alma consagrada a este Apostolado haverá de ser “estender o Reinado Eucarístico do Sagrado Coração de Jesus Cristo, Rei do Universo, através do Triunfo do Doloroso e Imaculado Coração de Maria”, buscando assim, a salvação de toda a humanidade, através da Consagração aos Corações Unidos de Jesus, Maria e São José, iniciando-se desde a família, para proteger, também, as futuras vocações que o Senhor suscite dentro das mesmas.

– E nas páginas 138-139 desse Tratado, Artigo III, que trata do Reinado Eucarístico do Sagrado Coração de Jesus, diz:

“As almas fiéis, os sacerdotes, a Igreja Remanescente, depois de sua purificação, e ao entrar na Era Gloriosa de Maria e o Espirito Santo, através de seus holocaustos ao Amor Divino, e da consagração aos Sagrados Corações Unidos de Jesus e de Maria, receberão o Triunfo do Cordeiro e seu Reino Eucarístico e prolongarão o Reinado Eucarístico do Sagrado Coração de Jesus.

Este Reino exige mudanças decididas na vida destas almas seladas, suscitando uma sede insaciável de deus, de santidade, do infinito.

Este Reinado Eucarístico do Sagrado Coração trará a renovação de tudo. Tudo novo e santo. Neste Reinado se amará Jesus Cristo, e as almas serão transformadas revestindo-se da Santa Eucaristia, que na Santa Cruz tem sua Custódia e em Maria seu Tabernáculo.

Neste Reinado Eucarístico do Sagrado Coração de Jesus, se viverá com radicalidade o Santo Evangelho. Todos serão levantados para adorar ao Cordeiro Eucarístico e amá-lo junto à sua Arca da Aliança, Maria.

O Reinado Eucarístico do Sagrado Coração de Jesus, suscitará uma fidelidade perfeita no “Amor-Fiat” aos princípios evangélicos da Santa Igreja. Os Sacerdotes e as almas consagradas, concentrarão suas vidas e ações em torno do Santíssimo Sacramento do Altar e o Santo Padre será obedecido.

As almas fiéis serão revestidas de brancura eucarística; serão hóstias vivas em holocaustos eternos de amor. Assim virá a verdadeira paz e alegria nos corações das almas ungidas com o Selo da Santíssima Trindade, que é a Insígnia do Apostolado, reunidas como um só povo, um Novo Israel, eucarístico, mariano, apostólico e petrino.”

Meditação

No Chamado de Amor e de Conversão do Coração Doloroso e Imaculado de Maria de 7 de outubro de 2019, nossa Divina Mãe disse:

“Queridos filhos: Ao entregar-lhes a Ave Maria dos Últimos Tempos, o Céu não está mudando a Palavra de Deus e a tradição, senão que, na oração tradicional aumenta-se uma súplica ardente, pedindo a eficácia de Minha Corredenção e a vinda do Espirito Santo, que é o Fogo de Amor Vivo sobre a humanidade.”

Na Consagração a Deus Pai Terno e Misericordioso, dada pelo próprio Deus Pai, Ele ensinou:

“Deus Pai Terno e Misericordioso, Vós quereis que todos vossos filhos regressem à Vós. Transformai com Vosso Divino Espirito e com o Coração da Mamãe Celestial, nossos corações. Assim como o fogo solidifica o barro, assim vosso Divino Fogo de Amor, através do Espirito Santo, venha solidificar nossa fé.”

E na oração ao Espirito Santo, que também foi revelada:

“Divino Espirito Santo, Esposo de Maria, meu Deus e Senhor, acendei em cada alma o Fogo de um Novo Pentecostes, para que nos consagremos como apóstolos do Doloroso e Imaculado Coração de Maria, e apóstolos dos Últimos Tempos. Protegei com Vossa Sombra a Igreja; salvai as almas do mundo, e realizai o Reino Inflamado de Amor dos Sagrados Corações Unidos de Jesus e de Maria. Amém.”

Portanto, peçamos, com a Santíssima Virgem Maria, “a eficácia de Sua Corredenção e a vinda do Espirito Santo, que é o Fogo de Amor Vivo sobre a humanidade”, pois estamos vivendo Tempos de Misericórdia, conforme Deus Pai nos disse neste Chamado de Amor.

 

 

A Santíssima Virgem: Querido filho: hoje te fala tua Santíssima Mãe, Rainha e Senhora do céu e da terra. Querido filho, venho com o Eterno e Pai. Recorda que dissemos que receberias mais graças. Através de ti, Eu chamo o mundo para mudar logo.

Minha filha Nicarágua vai sofrer muito. Eu insisto com oração, e Meu Amor Maternal por todos vocês.

Querido filho: falei-te do Quinto Dogma Mariano, que protegerá o mundo de toda calamidade. Por isso hoje te dou uma nova graça do céu. Filho, meu cooperador, te entrego a Ave Maria clamando pela graça da Corredenção.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é Convosco. Bendita sois Vós, entre todas as mulheres, e Bendito é o Fruto do Vosso Ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe Nossa, Corredentora das almas, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

A jaculatória é: Maria, Corredentora das almas e da Igreja, rogai por nós.

Querido filho: hoje eu te consagro como apóstolo da Minha Corredenção. Cubro a todos com Meu Manto. Dou-lhes a Bênção do Meu Coração Corredentor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

MEDITAÇÃO

Tema desta Meditação: Quinto Dogma Mariano, para a proteção do mundo, de toda calamidade.

Até o presente momento, a Santíssima Virgem Maria teve reconhecido pela Igreja de Jesus Cristo os seguintes dogmas:

1) Que Maria é a Mãe de Deus, declarado no Concílio de Éfeso, em 431;

2) Que Maria é uma Virgem Perpétua, declarado pelo Concílio de Latrão, em 649;

3) Que Maria foi concebida sem pecado original, ou sua “Imaculada Conceição”, pela Bula do Santo Padre Papa Pio IX, em 1854;

4) Que Maria foi assunta em corpo e alma ao céu, ou sua “Assunção”, pelo Santo Padre o Papa Pio XII, em 1950.

Então, os títulos de Corredentora, Medianeira de todas as graças, e Advogada, são realmente suas funções espirituais para a raça humana, e quando a mais alta autoridade humana no mundo proclama livremente estes títulos Marianos, Ela irá, em certo sentido, “livre”, ou liberar Maria para trazer totalmente em ação, essas funções maternais de graça para o mundo, em suas maiores capacidades possíveis.

A proclamação do Dogma de Maria Corredentora, Medianeira e Advogada pelo Santo Padre o Papa, irá permitir à Mãe de Jesus banhar o mundo com uma efusão de graça histórica, redenção e paz, em forma de um novo e dinâmico evento, que aparições marianas como Fátima, se referem como o “Triunfo do Coração Imaculado de Maria.”

Por isto, a Santíssima Virgem dizer neste Chamado de Amor:

“Querido filho: falei-te do Quinto Dogma Mariano, que protegerá o mundo de toda calamidade. Por isso hoje te dou uma nova graça do céu. Filho, meu cooperador, te entrego a Ave Maria clamando pela graça da Corredenção.”

“Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é Convosco. Bendita sois Vós, entre todas as mulheres, e Bendito é o Fruto do Vosso Ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe Nossa, Corredentora das almas, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.”

A jaculatória é: Maria, Corredentora das almas e da Igreja, rogai por nós.

Desta maneira, entendamos a necessidade deste Quinto Dogma, e reconheçamos nosso dever de filhos de suplicar à Santíssima Trindade que este pedido da Santíssima Virgem Maria se realize, através da proclamação pelo Santo Padre o Papa deste Dogma Mariano.

 

São-Miguel
São-Gabriel
São-Rafael

Documentos Papais Citados

(abaixo)

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